Con estos tres libros de poesía, desde la ciudad peruana de Cusco, llega de nuevo a Barcelona la editorial Auqui: un nuevo concepto de libro y una fulgurante y poco convencional selección de poetas que inauguran la segunda época de esta editorial, creada en Barcelona en los años ochenta. El poeta Vladimir Herrera (Poemas incorregibles, Barcelona, Tusquets, 2000), actual director de la editorial, fue su fundador, director, editor y tipógrafo; la diseñadora y encuadernadora, ha sido y es Montse Badell. Los libros se trabajaban en una imprenta artesanal, y las ediciones, completamente hechas a mano, muy buscadas actualmente por los bibliófilos, eran tanto de autores canónicos como de autores menos conocidos, latinoamericanos y españoles. Auqui se incluía en un proyecto previo, el de la revista Trafalgar Square, revista de poesía y ficción, que apareció en Barcelona en la primavera de 1983 y que aglutinaba a un grupo de amigos como Cristina Fernández Cubas, Carlos Trías, Paula Massot, Enrique Vila- Matas, José Luis Vigil… La nueva época rescata y actualiza el espíritu de aquellos años. Leer más
Archivo de la categoría: Poesía
17/07/22: Trilce en italiano/ Lorenzo Mari
14/07/22: De la simpatía “verbivocovisual” al “estruendomudo”: Balance(o) de la bossa nova y Trilce/ VASINFIN
12/07/22: Orden del caos/ Mariella Nigro
06/07/22: Para Germán siempre, hermano y maestro
04/07/22: TRILCE I, III, IV, V, VI, IX y XI (VOZ)
TRILCE I
TRILCE III
TRILCE IV
TRILCE V
TRILCE VI
TRILCE IX
TRILCE XI
Grabado el 2004 en Puebla (México). Año en el que, asimismo, se publicó nuestro libro, Poéticas y utopías en la poesía de César Vallejo (BUAP).
04/07/22: PRÓLOGO A LIBRO DE SASHA REITER
02/07/22: En torno a Vallejo/ César Calvo
César Calvo (Iquitos, 1940-Lima, 2000)
En torno a un symposium
Al pie de un mal retrato de Vallejo
dirimirán mañana
cuáles secretas sogas del ahorcado
conforman nuestra red. A nosotros
que no investigamos ni el color de las aguas
antes de arrojarnos con una piedra al cuello,
esas dragas inútiles
seguirán importándonos, realmente, un carajo.
Ellos descubrirán
que nuestros versos más inofensivos
producen, además de ceguera,
una enfermedad verdosa
cuyos síntomas se advierten después de la muerte,
achacándolo
a nuestro desconocimiento de los resortes filoso-
ciales de la poesía.
“Fornicaban entre párrafo y párrafo, dirán,
y leían manuales terroristas
en lugar de aplicarse al estudio de Heiddegger”.
Nosotros, entretanto,
aconsejaremos a nuestro bisnietos
el modo de seguir poniendo cuernos
a toda esa partida de cojudos.
De Pedestal para nadie (1970)
30/06/22: DANTEDI o “el anverso de cara al reverso” de Trilce/ Norka Uribe (VIDEO)
29/06/22: Carta natal: Arquipélagos Mestiços – Vallejo Sin Fronteras Instituto (VASINFIN)
Amálio Pinheiro y Pedro Granados en Santos (SP)
Somente composições criativas realizadas a partir das transferências de nervuras podem vir a ser comunitárias/ Solo las composiciones creativas hechas a partir de las transferencias de costillas pueden volverse comunitarias.
Este espaço deve ser visto como um arquipélago mestiço em contínua rotação, vaivém e ziguezague. Nasce dos desdobramentos e interações entre linguagens mapeadas pelo Grupo de Pesquisa “Barroco, oralidades e mestiçagem” da PUCSP. Associa-se com o blog VASINFIN – do Vallejo Sin Fronteras Instituto, de Lima-Peru. Prolonga e represa assim, nestes 100 anos do livro Trilce de César Vallejo (Trilce I contém num verso uma espécie de mini-manifesto estético: “seis de la tarde / DE LOS MÁS SOBERBIOS BEMOLES”) e dos 100 da chamada Semana de Arte Moderna (aquela do “bonde” oswaldiano, “O transatlântico mesclado”, que incrusta e vincula sílabas sonoro-solares, natureza, cultura urbana e ciência), o bolsão de confluências divergentes que constituíram as noções “vanguardistas” de então. Indo e vindo dos movimentos e memórias ameríndios, coloniais e migrante-imigrantes até o presente.
Daí uma expansão do conhecimento lúdico e poético, político e comunicativo, que atravessa os processos criativos das culturas entre o continente e o mundo. Parte da ideia e da prática de que a multiplicidade de formas e repertórios conexos, mutuamente inclusos, entre natureza, corpos e cultura, sob a espécie do lúdico, do rítmico e do erótico, nas culturas da América Latina e do Caribe, obriga a um conhecimento físico-afetivo dos objetos e da natureza, através de uma participação vivencial, relacional e material direta. Trata-se não apenas de “falar conteúdos” sobre a natureza, mas de “estar nela”, marchetado por ela. Todos os termos das tecnologias e ciências importadas devem ser traduzidos e readaptados para essa superabundância de ligações entre paisagens e linguagens. Enorme influxo de imprevisibilidade dentro do previsível.
A mestiçagem barroquizante é um processo de inclusões contínuas de coisa a coisa, entrelaçadas em filigrana, que põe à mostra a musculatura da composição e as nervuras dos materiais. Instauram-se saberes com múltiplos pontos de vista a partir de tauxias e bordaduras em camadas, nas línguas, nas artes e na criação cotidiana, desde os utensílios de cozinha até às grandes catedrais. Somente composições criativas realizadas a partir das transferências de nervuras podem vir a ser comunitárias.
A mestiçagem levada a cabo pelo blog Arquipélagos Mestiços congrega os procedimentos fundantes da tradução, da antropofagia cultural e de todos os nossos barroquismos. A atenção dos sentidos volta-se para as múltiplas pertenças do assimétrico e do miniatural dentro dos ambientes e das relações entre as vozes da natureza, dos corpos e da produção textual. Em vez das lógicas duais, opositivas, ou mesmo triádicas, um continuum multidimensional, uma dança do simultâneo e uma política da alegria.
Amálio Pinheiro
Junho de 2022






