Day: abril 13, 2010

Cuidado con las infecciones respiratorias

El Ministerio de Salud advirtió que el cambio de clima en la capital puede provocar resfríos, faringitis o la peligrosa neumonía.

El Minsa recomendó tener especial cuidado con los niños y los adultos mayores. (USI)

Un mayor número de casos de infecciones respiratorias como el resfrío común, faringitis o la peligrosa neumonía podría registrarse en el país por el cambio de temperatura propio del otoño, por lo que es recomendable evitar la exposición a las corrientes de aire, especialmente en los niños.

Así lo señaló el Ministerio de Salud (Minsa), que aconsejó también utilizar la ropa adecuada para esta estación del año y en el caso de los niños cambiarles la ropa inmediatamente si esta se humedece por efectos de la transpiración.

El Minsa indicó que hay que tener en cuenta el anuncio de que esta semana los limeños empezaremos a sentir los primeros rigores del otoño , con neblinas y lloviznas propias del cambio de clima.

Anotó que los niños y adultos mayores son las personas más vulnerables a las enfermedades relacionadas a las infecciones respiratorias, que tienen como síntomas la tos, dolor de garganta, secreción, fiebre y en algunos casos dificultad para respirar.

Dato:

* Recomiendan dar a los niños una alimentación rica en vitaminas A y C.

Fuente: perú21 Leer más

SEMINARIO: NUEVA LEY GENERAL DE ADUANAS Y SU REGLAMENTO

Aplicación de preferencias al amparo del APC con Estados Unidos y TLC con China

La Asociación Civil Ley & Sociedad lo invita a participar del Seminario NUEVA LEY GENERAL DE ADUANAS Y SU REGLAMENTO (Aplicación de preferencias al amparo del APC con Estados Unidos y TLC con China), auspiciado por la Universidad Nacional Mayor de San Marcos y el Colegio de Abogados de Lima, a realizarse los días sábados 15, 22 y 29 de mayo de 2010 de 9:00 am a 2:00 pm en el Auditorio del Ministerio de Energía y Minas.

TEMARIO
NUEVA LEGISLACION ADUANERA

– Principios Generales
– Operadores de comercio exterior y sus principales obligaciones
– Antecedente de la nueva Ley General de Aduanas y su reglamento
– Usuario aduanero certificado
– Ingreso y salida de mercancias

DESPACHO Y DESTINACION ADUANERA
– El despacho en 48 horas
– Modalidades del Despacho aduanero: anticipado – Urgente – Excepcional

APLICACION DE PREFERENCIAS AL AMPARO DEL APC CON ESTADOS UNIDOS Y TLC CON CHINA
– Procedimiento
– Casuística

INNOVACIONES EN LOS REGIMENES ADUANEROS
– Importación para el consumo
– Reimportación en el mismo estado
– Admisión temporal para reexportación en el mismo estado
– Exportación definitiva
– Exportación temporal para reimportación en el mismo estado
– Admisión temporal para perfeccionamiento activo
– Exportación temporal para perfeccionamiento pasivo
– Drawback
– Reposición de mercancía con franquicia arancelaria
– Depósito aduanero
– Tránsito
– Transbordo
– Reembarque

REGIMEN TRIBUTARIO ADUANERO
– Actual estructura arancelaria D.S. N° 017-2007-EF
– Régimen de incentivos para el pago de multas
– Modalidades de estinción de la obligación tributaria
– Resoluciones anticipadas
– Infracciones y sanciones
– Procedimiento de fiscalización posterior

EXPOSITORES
CESAR ALVA FALCON, Abogado por la Pontificia Universidad Católica del Perú, Master en Comercio Internacional por la Universidad de Alicante – España, con estudios en la Escuela Nacional de Aduanas – ENA, Profesor en la UPC y Universidad San Martín de Porres. Actualmente se desempeña como asociado senior del área de comercio exterior y aduanas del Estudio Muñiz, Ramírez, Pérez-Taiman & Olaya Abogados.
IRMA ELENA AUGUSTO DIOSES, Abogada con estudios de especialización en Comercio Internacional en la Universidad Complutense de Madrid – España, egresada de la Maestría en Derecho de la Empresa por la Pontificia Universidad católica del Perú. Ex-Funcionaria de la SUNAT (División de cobranzas y controversias de la Intendencia de Fiscalización y Gestión de Recaudación Aduanera-IFGRA – negocio aduanero). Docente en programas de especialización de comercio exterior y aduanas. Actualmente se desempeña como asociada del área de comercio exterior y aduanas del estudio Muñiz, Ramírez, Pérez-Taiman & Olaya Abogados.

INVERSION
Público en general: S/. 150.00
Estudiantes y tarifa corporativa: S/. 120.00 (y los inscritos hasta el 30 de abril de 2010)
PRECIOS INCLUYEN IGV

Pagos a la Cuenta del Banco Continental
Soles: Cta. N° 0174-0200176372
Se otorgará materiales, certificado de participación y cofee break

DIAS Y HORAS
Sábados 15, 22 y 29 de mayo de 2010, de 9 am. a 2 pm.

LUGAR
Auditorio del Ministerio de Energía y Minas (Alt. Cdra. 28 y 29 de la Av. Aviación)
INFORMES E INSCRIPCIONES
tLF. 796-4182 / 99535-4192
E-mail: leysociedad@yahoo.es
Web: http://www.leysociedad.com
13/04/10 17:20:18

Enviado por: leysociedad Leer más

Prostitución y economía

Brasil

A prostituição tem sido tradicionalmente pensada através de dois vieses: o da ordem pública e o dos valores morais, ou seja, a prostituta ora é vista pelas autoridades como uma ameaça a ser reprimida, ora como pecadora pelas igrejas. “Mas quase nunca a prostituição é entendida como uma atividade econômica”, chamam a atenção os pesquisadores Thaddeus Blanchette (UFRJ/UNISUAM) e Ana Paula da Silva (USP), autores do paper “Amor um real por minuto: a prostituição como atividade econômica no Brasil urbano” , apresentado no Diálogo Latino-Americano sobre Sexualidade e Geopolítica, evento organizado pelo Observatório de Sexualidade e Política (SPW) em agosto do ano passado para debater as interseções entre sexualidade, política, ciência, economia e religião.

“Há uma lógica econômica por trás da prostituição. Mas eu não diria que a crise econômica ou que a má situação da economia brasileira produzem prostitutas. As mulheres se prostituem por dinheiro. Quando se pergunta às pessoas porque elas se engajam na prostituição, a resposta é quase única e unânime. Nas palavras de uma de nossas informantes: ‘It’s the money, honey. É tudo por dinheiro. O que você acha?’”, lembra Thaddeus.

Para ele, ambas as visões – o viés da ordem pública e o de fundo moral – negam a racionalidade econômica como motivação primária da decisão do indivíduo de se prostituir, situando esta pessoa ou como pervertida e moralmente falida ou como alguém cuja vontade tem sido subjugada por terceiros. “As pessoas sempre têm que procurar uma justificativa para a prostituição por causa do estigma. Interessante é entender a prostituição como um trabalho organizado socialmente, que é entendido e consumido pela sociedade”, avalia o pesquisador.

Pensar de que maneira esse mercado está sendo organizado foi o que o levou, juntamente com Ana Paula da Silva, a mais de cinco anos de pesquisa antropológica entre prostitutas e clientes na região sul-sudeste do Brasil. A etnografia incluiu desde pontos de prostituição da orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, a São Paulo. Foram investigadas diversas modalidades da atividade, como os pontos de ruas, bares, restaurantes, praias, casas de massagem, termas e boates, serviços de call girls, escort e agências, além da chamada girlfriend experience, onde o cliente paga para a mulher acompanhá-lo exclusivamente por um período extenso que pode variar entre um fim de semana até um mês ou mais.

“A maioria das mulheres que entrevistamos não escolheu a prostituição como a primeira coisa que elas iriam fazer na vida, se tivessem opção. Porém, todas elas falam que, no seu campo de possibilidades, a prostituição atinge melhor o que elas precisam em termos de flexibilidade e dinheiro ganho”, afirma Ana Paula.

A pesquisadora relaciona a procura por este nicho profissional às velhas questões ligadas à inserção das mulheres no mercado de trabalho formal. “No contexto urbano, a idéia de que a mulher ainda é responsável pela casa, pela família, pelos filhos e pelos velhos que estão doentes impede muitas vezes que ela possa ter uma carreira. Uma questão a ser colocada é que não se pode deixar de pensar sobre as relações de gênero no mercado de trabalho. Historicamente, apesar das conquistas femininas, existe uma desvantagem nos trabalhos exercidos por mulheres, na maneira como o mercado organiza e sempre organizou a mão de obra feminina”, sugere Ana Paula.

Para Thaddeus, a pouca valorização da mulher no mercado de trabalho formal e as diferenças salariais em relação aos homens “empurram a mulher para trabalhos com certo grau de flexibilidade”.

As conclusões tiradas pelos pesquisadores têm base nos depoimentos de suas informantes, como o de uma trabalhadora sexual da Praça da República, no centro do Rio, que afirmou: “Não largo isto para virar caixa de supermercado”. Os antropólogos lembram que, para ela, a prostituição – longe de ser uma ameaça para a família, já que a atividade da mulher não era segredo para o marido – virara a única maneira em que ela podia reproduzir adequadamente a vida doméstica de uma esposa tradicional. “Em seu depoimento, ela nos disse: ‘Já são passados os dias em que o homem ganhava o suficiente para a mulher ficar em casa, cuidando dos filhos’”, lembram.

Segundo eles, outro elemento sempre presente nas falas de suas informantes é a idéia de transitoriedade. Frases como “Quando eu casar com um cliente, vou terminar meus estudos e deixar de ser prostituta” são recorrentes.

“Acho que isto se deve ao fato de ninguém conseguir imaginar uma prostituta na terceira idade, por não ser este um modelo. A prostituição é uma atividade que valoriza o corpo jovem e a vitalidade”, salienta Ana Paula.

Na análise dos pesquisadores, a prostituição permite que algumas mulheres tenham outras oportunidades que não teriam se fossem vendedoras, por exemplo. “A prostituição não é uma profissão que produza muitos milionários, mas gera, para muitas mulheres, uma sensível ascensão de classe. Muita gente diz que educação é a solução para a prostituição. O que a gente vê sempre em nosso trabalho de campo é que a prostituição é, muitas vezes, a solução para a educação. Muitas mulheres estão em suas faculdades e em cursos particulares com os ganhos da prostituição”, observa Blanchette.

Segundo eles, a modalidade de “um real por minuto” parece ser o padrão para o chamado salário mínimo da prostituição. “Não encontramos nada mais barato que isso. Mas o interessante é que as pessoas sempre ficam chocadas com ‘R$ 1 por minuto’. O ponto chave não é a negociação desta quantia, mas quanto tempo mínimo o cliente tem que pagar, seja 10 ou 15 minutos, uma hora, duas horas. Para muitas, o programa mínimo é de duas horas. Então, é um pouco enganoso focalizar neste ‘um real por minuto’, porque o ponto negociado sempre é o tempo mínimo do programa”, explica o pesquisador.

Para Ana Paula, outra questão interessante é pensar o tempo do trabalho na modernidade. “É ilusório pensar que as leis que regulam o mercado de trabalho formal não valem na prostituição porque o trabalho sexual é uma outra coisa. Vivemos em uma sociedade que valoriza e é regulada pelo trabalho, pela produção. A prostituição não é diferente nesse sentido”, salienta.

Nesta perspectiva, o que inquietou bastante os pesquisadores foi descobrir exatamente o que está sendo produzido no marco sexual da prostituição. Ex-prostituta da Boca do Lixo, em São Paulo, e da Vila Mimosa, no Rio de Janeiro, a socióloga Gabriela Leite diz, por exemplo, que o que a prostituição produz é a fantasia sexual. “Com certeza, é isso. Mas existem muitos insumos que entram aí, não é simplesmente o sexo: tem que ter, por exemplo, o lugar para a mulher encontrar o cliente. Então, a prostituição, enquanto uma atividade, é muitas vezes similar à produção de uma peça de teatro, que tem o ato sexual como sua componente central”, compara Blanchette.

Eles também desmitificam uma outra crença: a idéia de que a mulher mais bonita ganha mais. “Isso não é verdade. Sim, se você vai a um lugar pé-de-chinelo, mais trash, você vai encontrar mulheres consideradas mais feias. Se você for a um lugar de elite, você vai encontrar aquelas mulheres de beleza canônica como as da capa da revista Playboy. Mas é possível encontrar uma mulher com beleza canônica da Playboy vendendo sexo a 10 reais por 10 minutos. E é possível também encontrar uma mulher considerada feia vendendo por 200 reais. Então, como um mesmo tipo de mulher vende sexo por 10 reais aqui e 200 reais ali? Em nossas inserções no campo, ficamos cada vez mais convencidos de que o homem não paga para a mulher, ele paga para os outros homens que o estão vendo ali”, revela o pesquisador.

Assim, segundo os pesquisadores, um dos pontos que movimentam a economia do mercado sexual seria exatamente uma performance de masculinidade, como comprar uma revista Playboy, por exemplo. “Ou seja, procurar por uma prostituta é uma performance masculina. Quando a gente entra em muitos lugares, os homens não estão olhando para as mulheres, estão olhando para os outros homens. Olham para si mesmos. É bem aquela coisa: ‘Eu, homem, estou aqui no prostíbulo onde vou pegar essa mulher’. E os outros homens estão lá para ver aquilo. E o que você está pagando, em muitos casos, é a qualidade da platéia que assiste a sua performance, seja ela de executivos ou de office boys”, diz o antropólogo.

“É uma hipótese que a gente está querendo explorar mais. Estamos tentando relativizar a idéia de que a mulher é o foco da prostituição, essa idéia do consumo da mulher, e tentando olhar um pouco mais para os homens e ver o que, de fato, está sendo consumido ali”, afirma Ana Paula.

Leia também a matéria “Sexo com prostitutas: a ótica do cliente”

Fuente: Clam Leer más

La óptica de los clientes

Brasil

Ao longo de sua carreira acadêmica, a cientista social Elisiane Pasini realizou pesquisas etnográficas em três universos de prostituição: as ruas centrais da cidade de Porto Alegre (1997/98), a Rua Augusta, em São Paulo (1999) e na Vila Mimosa, no Rio de Janeiro (2004). Neste último, durante o trabalho de campo para sua tese de doutorado na Unicamp, ela caminhou pelos galpões, pelos bares, viveu o cotidiano das pessoas, ouviu histórias de paqueras, de sexo, de violências, dos clientes preferenciais, das negociações. Viu o caminho habitual dos freqüentadores, o que comiam, o que bebiam, as músicas que ouviam. Conviveu com os homens e as mulheres que fazem da Vila Mimosa um dos pontos de prostituição mais famosos não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil. Seu intuito era olhar para os homens que freqüentavam o local e compreender o lugar do masculino naquele contexto.

“Sempre tive curiosidade etnográfica em olhar para o agente não marcado dessa transação – o cliente. Até porque a bibliografia específica incide sempre sobre o agente marcado – a prostituta. A bibliografia sobre os clientes, principalmente a brasileira, trata como se eles fossem invisíveis – o cliente é menos visto, menos falado, menos questionado, em comparação à prostituta”, pontua Elisiane no artigo “Sexo com prostitutas: uma discussão sobre modelos de masculinos”, que faz parte da coletânea Prazeres Dissidentes, publicada pelo CLAM e pela Editora Garamond em 2009. Na entrevista a seguir, a pesquisadora fala como se constroem os modelos de masculino e as relações de gênero no contexto estudado e sobre os modelos de masculinidades que encontrou em seu trabalho de campo.

Por que a escolha do “cliente” como foco de sua pesquisa?

Apesar da grande importância e constante presença dos clientes como parte constitutiva do universo prostitucional heterossexual, esses homens são pouco conhecidos. Por isso, quis investigar os sujeitos consumidores de sexo, o outro da relação da prostituição. Nisso também havia uma demarcação a respeito do lugar da mulher na sociedade. Estava cansada de observar que a atividade da prostituição era vista como se apenas a mulher fosse a responsável, quando na verdade, por se tratar de uma relação, homens e mulheres são. Assim, meu trabalho de campo na Vila Mimosa buscou conhecer os clientes da prostituição daquele contexto. Ora, se tanto se falava nesses homens, era preciso saber quem eles eram.

Em sua pesquisa é utilizada a categoria “homem frequentador” e não “cliente”. Existe alguma diferença entre os termos?

Já em minhas primeiras incursões uma questão se impôs: circunscrever o universo de pesquisa na categoria “clientes” era demasiado limitado para dar conta da riqueza e da complexidade que envolvia os homens naquele contexto de prostituição. A procura por relações sexuais é uma, mas nem de longe a principal, dentre inúmeras razões que levavam aqueles homens à Vila Mimosa. Como, então, eu poderia me referir a esta especificidade? Para dar conta desta complexidade, utilizei a categoria “homens freqüentadores”, a qual englobaria a multiplicidade dos laços destes diferentes homens com a Vila Mimosa: sociabilidade, trabalho, relações sexuais.

Nas primeiras incursões ao campo de estudo percebi que o fato de estar em um local no qual a prostituição acontecia, não significava que todos os homens que o freqüentavam fossem, de fato, clientes. Nas conversas e nas observações ficou nítido que, nesse contexto de prostituição, havia outras motivações para os homens estarem ali além da mera busca por sexo. Alguns desses homens estavam naquele local para conversar, beber, olhar as mulheres, enquanto outros mantinham algum tipo de trabalho: donos ou gerentes de estabelecimentos, taxistas, vendedores, entre outros. Toda esta diversidade de homens foi tratada como freqüentadores. A categoria “freqüentador” é uma categoria empírica, que ilumina uma regularidade que está presente em outros locais de prostituição feminina: um masculino que é “entre”, isto é, que está entre uma posição e outra, entre ser e manter um tipo de prática ao invés de outra. Os freqüentadores são aqueles que podem vir a ocupar outro lugar na relação: um cliente, um marido, um protetor, um privilegiado. Trata-se daquele que tem a possibilidade do movimento, da transitoriedade. Todos os homens são freqüentadores e apenas uma pequena parcela destes são clientes.

A principal discussão da tese foi como se constituem masculinidades e feminilidades no universo da Vila Mimosa. De que maneira se constroem os modelos de masculinidades e as relações de gênero no contexto estudado?

É no agenciamento de diferentes elementos (de uns ou de outros) que se formam os diversos modelos de masculinidades. Como foi possível constatar, trata-se de modelos de masculinidades embasados em uma sexualidade essencializada, naturalizada, heteronormativa, e de práticas desiguais de gênero. A zona de prostituição estudada é um espaço com padrões heterossexuais e de gênero que normatizam os comportamentos dos homens e das mulheres, do masculino e do feminino.

Nesse espaço do exercício da prostituição muitos homens se sentem como desprovidos da necessidade de provarem sua virilidade, poder de sedução, desempenho, dentre outras características, em função de uma dita democracia no acesso às mulheres (que no artigo também questiono). Reitero a importância de uma divisão entre as performances das mulheres, entre prostituta e não prostituta.

Também refleti sobre alguns elementos que compunham agenciamentos de diferentes modelos de masculinidades: não pagar para se relacionar sexualmente com uma prostituta; permanecer mais tempo no quarto de programa; receber e demonstrar publicamente os privilégios de uma prostituta; diferenciar-se da figura do cliente; prover mulheres; obrigar a prostituta que se tornou sua esposa a não se prostituir; não sentir ciúme; defender sua honra; relacionar-se com mulheres, e gastar dinheiro com as prostitutas. Ao refletir sobre as razões que levam os homens a procurar prostitutas, penso que os motivos mais importantes seriam a sociabilidade entre homens e a possibilidade de realizar diferentes práticas sexuais com prostitutas.

Tem-se debatido a noção de que toda prostituição constitui uma forma de exploração sexual. Entretanto, seus trabalhos favorecem a compreensão da prostituição como escolha individual autônoma…

Sempre tive como desafio nos meus estudos referentes ao tema do exercício de prostituição desconstruir o preconceito que a sociedade como um todo tem a esse respeito. Busquei observá-la a partir de outros olhares, para além da compreensão de que é uma ação isolada, exótica, perigosa, o mal necessário. E, da mesma forma, demonstrar que as prostitutas não são apenas vítimas da lógica capitalista. Com isso quero demarcar o lugar que me posiciono e compreendo a atividade da prostituição. Entendo a prostituição como um trabalho em que se trocam serviços sexuais por um bem e, assim, se estabelece uma relação econômica. E, além disso, há características de organização para o exercício da prostituição – regras, horários, regularidades, rotinas, preços, contatos – que a estruturam como um trabalho. Entretanto, assim como alerta Cláudia Fonseca em um texto de 1996, “é evidente que a prostituição, com seu status estigmatizado, alvo de repressão policial e censura pelo senso comum, não é uma profissão como qualquer outra”.

Muitas pessoas, ainda hoje, concebem o trabalho das prostitutas como se elas fossem escravas ou mulheres dominadas pelos homens. Defendo que as prostitutas têm autonomia no seu trabalho, no qual elas impõem os limites e os termos da interação com seus clientes. Este olhar coloca a mulher em um lugar de possibilidade de escolha em relação aos seus atos e ao seu corpo. Com isso não afirmo que o poder esteja apenas nas mãos das prostitutas, apesar desse ser o discurso das prostitutas que convivi. Tanto a mulher como o homem tem suas práticas sociais e sexuais dotadas de regras, as quais, são construídas a partir de suas escolhas e comprometimento, em que ambos buscam o agenciamento do seu sujeito social. Portanto, continuar olhando para a prostituta enquanto um sujeito vitimizado desta relação parece colocá-la em um lugar de desprivilégio social. Inclusive, acredito que muitas vezes a prostituta é vista, principalmente pelo senso comum, com tanto preconceito justamente em razão da dificuldade de compreender que a mulher – enquanto sujeito social – tem autonomia do seu corpo: ela pode usá-lo como melhor achar a partir de suas escolhas, o que significa, inclusive, fazer parte do comércio sexual, o que não significa de forma alguma exploração.

O que há de transgressor em ir a uma zona de prostituição?

O fato de se estar em um contexto de prostituição não significa estar desconstruindo normas sociais, não significa estar ressignificando o conservadorismo sexual e, muito menos, a libertação sexual. O fato de se estar em um contexto de prostituição não implica, fundamentalmente, estar “fora” dos padrões heterossexuais e de gênero que normatizam os comportamentos na nossa sociedade. Importa mais separar o que acontece com as esposas e com as prostitutas. Afinal, aqui são regras sociais que gerenciam a sociedade. Para que o universo da prostituição permaneça no imaginário do mal necessário, deverá constar que lá se realiza o diferente. Parece mesmo que no contexto da Vila Mimosa é possível observar a normatização de comportamentos, em que os homens buscam prazeres diferenciados dependendo do contexto onde encontram as mulheres e elas parecem corroborar essa concepção.

Fuente: Clam Leer más

Colombia: Viaje más allá de la prostitución

La socióloga Teodora Hurtado estudió las trayectorias mujeres negras colombianas que emigran a Europa para realizar trabajo sexual. A partir de su trabajo de campo en Colombia y España, la investigadora consigue establecer comparaciones entre las formas de inserción laboral de latinoamericanas negras y blancas, mujeres africanas y provenientes de Europa del Este. Para analizar el fenómeno contemporáneo de la migración femenina hacia países del primer mundo, propone comprender el trabajo sexual dentro de la categoría de los “trabajos de proximidad o de cuidado”, tradicionalmente asignados a las mujeres del entorno familiar. La entrevistada cursa su doctorado en Estudios Sociales en la Universidad Autónoma Metropolitana, Unidad Iztapalapa, México D.F.


¿Cómo se acercó al tema de la migración y el mercado del sexo?

Mi relación con el tema nació hace mucho tiempo, asociada a un interés por la migración de hombres afrocolombianos a los Estados Unidos desde Buenaventura, puerto en el Pacífico y una de las ciudades con mayor porcentaje de población negra. La migración de esos jóvenes está básicamente asociada al tráfico de drogas y ese fue mi tema de licenciatura. Ya en ese momento, entre la década de los ochenta y los noventa, estaba empezando a ser visible la migración de las mujeres, particularmente a Italia, Suiza, Alemania y España. Paulatinamente la migración masculina a Estados Unidos asociada al narcotráfico pasó a ser secundaria y aumentó la migración de las mujeres a Europa, insertándose en mercados de trabajo sexual básicamente, aunque también algunas se insertaban en el trabajo doméstico.

Mi primer acercamiento al tema fue mirando el caso de ‘las italianas’, modo como eran conocidas esas mujeres en Buenaventura. En ese primer acercamiento entrevisté algunas de estas mujeres, muchas de las cuales viajaron con el fin de trabajar en el mercado sexual y acabaron casándose con extranjeros. En ese momento tuve la limitación de no poder hacer trabajo de campo en los lugares de destino.

Luego, al ingresar al doctorado cambié de destino e hice trabajo de campo tanto en Colombia como en España, pero aquel primer acercamiento al caso de Italia fue fundamental como contraste. En varias provincias españolas entrevisté mujeres colombianas negras y mestizas, así como mujeres de otros continentes: africanas, de Europa del Este, dominicanas y brasileñas, en fin, mujeres con distintas nacionalidades y con distintos fenotipos.

¿Cómo inciden esas diferencias en la organización del mercado que recibe a las migrantes colombianas?

Una de las hipótesis principales de mi investigación es que si mis entrevistadas están insertas en estos mercados de trabajo se debe especialmente a que la mano de obra demandada requiere una combinación de características raciales (negras o racializadas), generacionales (jóvenes), de clase y de lugar de origen (del tercer mundo).

¿Qué categorías le han sido útiles para acercarse a este tema y de cuáles se distancia?

La inserción laboral de estas mujeres inmigrantes se da en mercados de trabajo cuyos vínculos son precarios. Lo hacen no sólo tienen en el trabajo sexual, sino en el servicio doméstico, el cuidado de personas con problemas de salud, de la tercera edad y de niños. Estas labores pueden ser agrupadas en lo que se denomina ‘trabajo de proximidad’ o ‘trabajo de cuidado’. En mi trabajo he preferido abordar las actividades relacionados con el sexo desde esa agrupación.

El otro criterio que tomo en consideración es el punto de vista de las mujeres entrevistadas. Las mujeres cuando describen los proyectos asociados a la migración o la actividad que ejercen hablan de “trabajo”, de “vender el cuerpo”, de “trabajar con el cuerpo”, o de realizar “servicios sexuales”. Están hablando entonces de una actividad económica.

La palabra ‘prostitución’ aparece muy pocas veces en los relatos de las entrevistadas y de las personas relacionadas con ellas en Buenaventura. En España, por el contrario, el concepto que más se usa es ‘prostitución’, pero aparece siempre asociado a un punto de vista institucional, de las políticas públicas, de las y los académicos y de las personas en general. Yo encuentro limitaciones en esa categoría: prostitución remite a personas marginadas que ejercen un oficio estigmatizado, convocando una serie de ideas morales. Ese término habla generalmente de mujeres y no toma en cuenta a los hombres en calidad de clientes, y mi interés es visibilizar la totalidad de esa actividad económica en la cual los clientes son tan importantes cuanto las trabajadoras en el ejercicio de la labor sexual.

Finalmente, el término prostitución remite a sujetos sociales que son pasivos, que están allí debido a las circunstancias, que son explotados y que no se involucran activamente; habla de personas que no tienen derechos y que no pueden reclamarlos porque no son sujetos de derecho sino víctimas. Cuando hablamos de trabajo, hablamos de personas que pueden exigir políticas públicas, que pueden pedir garantías laborales. Esto tiene más sentido aún si tenemos en cuenta el lugar central del trabajo en la concepción de ciudadanía en las sociedades contemporáneas.

La cuestión del trabajo revela una tensión de la movilización política en torno del mercado sexual. Algunas organizaciones promueven la comprensión de la actividad como trabajo por las razones que usted argumenta; sin embargo otras insisten en que no se puede hablar de trabajo cuando se trata de una forma de explotación ilegal, ejercida por hombres contra mujeres, que son forzadas a realizarlo.

El trabajo sexual en España no es ni legal ni ilegal. Existe una ambigüedad jurídica que también se da en Colombia, donde la prostitución no es ilegal pero el proxenetismo sí, es decir, no tiene las garantías laborales de otros trabajos. Reconozco que existen, efectivamente, condiciones de explotación, pero sin negar esos problemas me interesa abordar la temática desde otro foco: se trata de personas que ejercen un trabajo que aunque puede ser marginal, estigmatizado y peligroso, al mismo tiempo lo hacen porque tomaron esa decisión ya sea por las necesidades económicas propias y de su familia o por proyectos de aumento de ingresos. Insisto en esto porque cuando se toca el tema del trabajo sexual es muy común que los argumentos se deslicen hacia el tema de trata ilegal, el tráfico de personas y el trabajo forzado. Es necesario enfatizar que muchas de las personas que migran son adultas y toman la decisión de viajar a Europa para desempeñarse en el mercado sexual por voluntad propia. No son sólo víctimas ni son personas sin capacidad de tomar decisiones, visión recurrente en las políticas públicas, por algunas organizaciones y algunos académicos.

¿Qué elementos nos permiten comprender el trabajo sexual como trabajo de cuidado, de proximidad o emocional?

Hay varias categorías analíticas desde la sociología para describir los trabajos que están desarrollando las mujeres inmigrantes en Europa. Los trabajos que tienen que ver con resolver las necesidades de la vida cotidiana o de la vida privada relacionados con cocinar, cuidar de los niños o de los adultos están siendo denominados ‘trabajos de proximidad’ o, desde otras perspectivas, ‘trabajos emocionales’.

¿Qué hace que un trabajo sea o no emocional? Éstos implican relaciones cara a cara con quien demanda el servicio, conllevan demandas emocionales. Así, por ejemplo, los niños no sólo necesitan que los cuiden y alimenten, también necesitan que los comprendan y que se les exprese afecto; los adultos mayores que están enfermos necesitan cuidados, pero se sienten mejor si los reciben de una persona que tiene un trato afectuoso y cálido con ellos. El trabajo sexual tiene esas mismas demandas de parte de los clientes. No podemos verlo como simple prestación de servicios sexuales, pues hay otras cosas implícitas allí como las necesidades y carencias emocionales del cliente.

Finalmente, cabe abordar el trabajo sexual desde ese punto de vista en función de la distribución del trabajo en las relaciones entre el primero y el tercer mundo. Hay que tener en cuenta que la demanda de mujeres provenientes del denominado tercer mundo para este tipo de trabajos en los países europeos tiene que ver con procesos de transición demográfica, con el envejecimiento y el incremento de enfermedades degenerativas y cardiovasculares y con la privatización de los cuidados en salud en esos países. Estamos pasando de poblaciones jóvenes a envejecidas y esas poblaciones están necesitando personas para cuidarlos. Con la inserción laboral de las mujeres en distintos mercados de trabajo, quienes tradicionalmente habían sido las encargadas de los cuidados domésticos ahora están permaneciendo menos tiempo en sus hogares y no tienen tiempo para dedicarse al cuidado de las personas. Además hay que considerar la mayor independencia de las mujeres que ya no están dispuestas a casarse, tener hijos o ejercer como amas de casa ni a establecer relaciones de género desiguales, entonces ahí surge una demanda de mano de obra que está siendo cubierta por mujeres de los países del tercer mundo.

En ese sentido, ¿la democratización de las relaciones de género y de la vida familiar en el primer mundo dependería del trabajo de los migrantes?

Efectivamente. En gran medida, las mujeres del primer mundo pueden ir a trabajar, educarse, desprendiéndose del trabajo de cuidado en el espacio privado, porque las mujeres del tercer mundo se están ocupando de las labores domésticas para las cuales ellas ya no tienen tiempo. Es un tema interesante para analizar: cómo la solución de una inequidad en el orden del género en el primer mundo se resuelve con medidas asociadas con la profundización de una inequidad de tipo racial y de clase de las mujeres de países en desarrollo.

El caso de los matrimonios entre europeos e inmigrantes es clave para entender las diferencias de género entre las mujeres del primer y del tercer mundo. Por ejemplo, los hombres que se casan con mujeres migrantes generalmente no tienen cabida en el mercado sexual y matrimonial de sus países porque la mayoría de ellos pasa los 50 años. Pero se agrega otro factor que tiene que ver con los valores de género: las mujeres europeas, generalmente las que han recibido mayores niveles de educación, tienen otras demandas en las relaciones de pareja, no quieren casarse o no quieren tener hijos ni formar una familia. Estos hombres, de origen popular medio, están buscando mujeres que se acomoden a un patrón más tradicional de pareja, que se ocupen del hogar y que quieran tener hijos, y las mujeres inmigrantes están más dispuestas a cumplir con dichos modelos. En mi investigación una cosa ha sido clara: el ejercicio del trabajo sexual no es el fin de la migración, es un medio. Las mujeres no migran para insertarse en el trabajo sexual, sino porque a partir de allí pueden entrar al mercado matrimonial.

Usted habló de la profundización de una inequidad de tipo racial. ¿Cuáles son los elementos que destaca sobre cuestiones raciales en su investigación?

Eso hay que verlo desde dos miradas: la de origen y la de destino. Sobre el lugar de origen cabe decir que son mujeres que de alguna manera, por una situación de discriminación racial, son expulsadas de los mercados laborales locales, donde cabe agregar que no ejercían el trabajo sexual.

En Colombia las mujeres negras son las que menos oportunidades tienen de inserción en el mercado laboral debido a la discriminación racial y por el acumulado histórico de esa discriminación reflejado en las condiciones de pobreza. En el Pacifico colombiano, región que concentra la mayoría de la población afrocolombiana del país, la tasa de pobreza es muy alta, las posibilidades de inserción en el mercado de trabajo es muy baja y el desempleo es enorme. Para la población negra el desempleo no es una variable, es una constante –para usar una expresión de Castells. En esas condiciones, el trabajo sexual en Europa se vuelve una opción que puede mejorar la calidad de vida de sus familias, teniendo en cuenta que la mayoría de estos proyectos económicos no son individuales sino familiares. El trabajo doméstico implica ganarse entre 600 y 1.000 euros mensuales, mientras que el trabajo sexual puede representar 4.000 o más. Con 1.000 euros se subsiste pero no alcanza para resolver los problemas de sus familias en el país de origen. Las personas que entrevisté en España que ejercían el trabajo sexual tienen libertad de elegir sus horarios, tienen mayores ingresos y tienen un trato más tranquilo con sus patrones. Algunas llegan a concretar proyectos económicos relativamente exitosos por medio del trabajo sexual y se retiran de esta actividad.

En relación con el lugar de destino es necesario pensar en la representación de la sexualidad de las mujeres negras y en la imagen de la hipersexualización de las personas negras en general. En España noté que se asocia mucho el ser mujer negra con el trabajo sexual, confusión que yo misma tuve que enfrentar directamente en la calle o cuando me presenté a algunas instituciones donde no me creían que estaba haciendo mi tesis de doctorado. Esa es una imagen heredada del pasado colonial.

¿Y juega de manera diferente esa cuestión racial para otras migrantes?

Hay una pirámide racial. En ella estarían primero, con menos problemas de discriminación racial, las blancas latinas, que en mi opinión estarían en el mismo nivel que las mujeres de Europa del Este. Después seguirían las latinas negras y en la base estarían las africanas, que sin duda es la población más estigmatizada en España. Esa jerarquía se aprecia en el trabajo sexual. Por ejemplo, si bien los argentinos son mejor recibidos que otros latinoamericanos, no es que las argentinas no estén en los mercados de trabajo sexual, sino que están en los niveles de élite: son escorts, damas de compañía y no las vemos como ‘prostitutas de calle’.

Las dominicanas, las brasileñas y las colombianas son “muy apetecidas” y se encuentran particularmente en clubes, en pisos, siendo trabajadoras más o menos independientes y autónomas. Hay mayor aceptación de mujeres colombianas no negras que de mujeres colombianas negras – cuestión que se repite en otros trabajos como el servicio doméstico o el cuidado de infantes– y las que más trabajan en las calles, la franja más riesgosa de este oficio, son en su mayoría africanas. Es muy raro ver una mujer africana en un club o en un piso como trabajadora autónoma independiente. En todo caso, frente a las demás migrantes, las africanas tienen varias desventajas como tener menores niveles de escolaridad, el ser musulmanas y no hablar el idioma español.

Aunque no se tienen estadísticas precisas, es interesante anotar que las españolas aparentemente han salido de este mercado. Algunos estudios hablan de que el 95% de las trabajadoras sexuales en España son inmigrantes frente a un 5% de nativas. Esta información también es difundida por las ONG’s que trabajan en estos temas y por la prensa.

Fuente: Clam.org Leer más

EE.UU.: Confiscación de los bienes de los manifestantes contra la guerra

Tema 5 – Investigaciones del Proyecto Censurado 2009

por Michel Chossudovsky*, Matthew Rothschild*

Leyes abusivas que atropellan los elementales derechos ciudadanos y libertades civiles fueron aplicadas en los Estados Unidos en la época de la administración de George W. Bush, leyes hechas a medida y sobre todo para impedir las protestas ciudadanas contra la ilegal y abusiva invasión de Irak. Curiosamente, hoy en día, la administración del presidente Obama las mantiene vigentes así como las tropas US de ocupación en Irak.

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Manifestantes contra la guerra de Irak, guerra desatada por la administración Bush y continuada actualmente por el gobierno de Obama, son arrestados en Washington en marzo de 2008.
Foto de JL Magana.

El presidente Bush firmó dos órdenes ejecutivas [durante su mandato] que le permitieron al Departamento del Tesoro de los Estados Unidos confiscar los bienes de cualquier persona que se perciba -directa o indirectamente- como una amenaza para las operaciones [y agresiones militares] de EEUU en el Oriente Medio.

La primera de estas órdenes ejecutivas, titulada «Bloqueo de las propiedades de ciertas personas que amenazan los esfuerzos de estabilización en Irak», firmada por Bush el 17 de julio de 2007, autoriza al Secretario de Hacienda, en consulta con el Secretario de Estado y el Secretario de Defensa, a confiscar los activos [bienes] de los ciudadanos [estadounidenses] y organizaciones estadounidenses que «directa o indirectamente» representen un riesgo a las operaciones [militares] de EEUU en Irak.
Las órdenes de Bush:

«He emitido una orden ejecutiva que bloquea las propiedades de personas que se determine que hayan cometido, o representen un riesgo significativo de cometer, un acto o actos de violencia que tengan el propósito o el efecto de amenazar la paz o la estabilidad de Irak o el gobierno de Irak, o de socavar los esfuerzos por promover la reconstrucción económica y la reforma política en Irak… que hayan ayudado considerablemente, o proporcionado apoyo financiero, material, logístico o técnico para -o bienes y servicios en apoyo de- tal(es) acto(s) de violencia, o cualquier persona cuyas propiedades e intereses en las propiedades sean bloqueados de conformidad con esta orden…»

La sección cinco de esta orden anuncia que «… debido a la capacidad para transferir fondos u otros activos instantáneamente, el aviso previo a tales personas sobre las medidas a tomar con ellas con arreglo a esta orden haría estas inútiles estas medidas. Por lo tanto determino… que no se necesita aviso previo sobre la programación o la determinación [del bloqueo de bienes]…»

El 1 de agosto Bush publicó otra orden ejecutiva similar, titulada «Bloqueo la propiedad de las personas que socavan la soberanía del Líbano o sus procesos e instituciones democráticas». Aunque el texto de esta orden es en su mayor parte idéntico al de la primera, la orden con respecto a El Líbano es más severa.

Aunque las dos órdenes pasan por encima del derecho constitucional al debido proceso que establece la ley, al otorgarle a la Secretaría de Hacienda la autoridad de confiscar las propiedades de esas personas que representen un riesgo de violencia, o de algún modo vago ayuden a la oposición a la agenda de EEUU, la orden del 1 de agosto está dirigida a cualquier persona que se determine que haya realizado o represente un riesgo significativo de realizar acciones -violentas o no violentas- que socaven las operaciones en el Líbano.

La ley también autoriza a congelar los activos «de un cónyuge o hijo dependiente de él» de cualquier persona cuyas propiedades se hallen congeladas. La orden ejecutiva sobre El Líbano también prohíbe el suministro de alimentos, abrigo, medicinas o cualquier ayuda humanitaria a aquellas personas cuyos activos hayan sido confiscados, incluyendo a los «hijos dependientes» antes mencionados.

Escrita de una manera vaga y peligrosamente abierta a cualquier interpretación, esta orden inconstitucional permite la selección arbitrariamente de cualquier estadounidense para despojarlo de todas sus pertenencias y exige ostracismo a la sociedad. Bruce Fein, abogado constitucionalista y ex funcionario del Departamento de Justicia en la administración Reagan, dijo de la orden: «Es tan general que te deja estupefacto. Nunca he visto nada tan amplio. Va más allá del terrorismo, de la búsqueda del uso de la violencia o de la amenaza de violencia para encoger de miedo o intimidar a una población».

En un editorial para el Washington Times, Fein dijo: «La persona sometida a una congelación de sus activos se ve reducida a la condición de leproso. Las sentencias de muerte financiera son impuestas por la Secretaría sin previo aviso u oportunidad de responder, el núcleo del debido proceso. Golpean como un relámpago. Cualquier persona cuyos activos sean congelados enfrenta inmediatamente una cuarentena absoluta.

La víctima no puede recibir ni sus benefactores proporcionar fondos, mercancías o servicios de ningún tipo. Un abogado no puede ofrecer sus servicios sin desafiar la orden de bloqueo de la Secretaría. Un médico tampoco puede prestar los suyos ante un paro cardíaco». Fein, agrega: «Al Departamento de Justicia habitualmente se le encomiendan las investigaciones de las órdenes ejecutivas para que haya coherencia con la Constitución. ¿Estará durmiendo el Fiscal General?» ( [1]).
Actualización de Matt Rothschild

Ésta es una noticia que virtualmente no fue a parar a ninguno de los principales medios de comunicación, que yo sepa. Cuando viajé por el país para dar conferencias el verano pasado y traje a colación el tema de esta orden ejecutiva, la gente no podía creerlo y se preguntaba por qué no había oído hablar de ella. Todavía me pregunto lo mismo.

A continuación, dos buenos lugares para ver temas relacionados con esta noticia:
The American Civil Liberties Union,
www. aclu.org y
The Center for Constitutional Rights,
www.ccrjustice.org.
Fuentes:

Global Research, July 2007
Título: “Bush Executive Order: Criminalizing the Antiwar Movement”
Autor: Prof. Michel Chossudovsky
The Progressive, August 2007
Título: “Bush’s Executive Order Even Worse Than the One on Iraq”
Autor: Matthew Rothschild
Estudiantes investigadores: Chris Navarre y Jennifer Routh
Evaluador académico: Amy Kittlestrom, Ph.D.
Michel Chossudovsky

Michel Chossudovsky es un economista canadiense, profesor de la Universidad de Ottawa, Canadá.

Los artículos de esta autora o autor
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Matthew Rothschild

Editor of The Progressive magazine, regarded as one of the leading voices for peace and social justice in the United States.

_______________
[1] Bruce Fein, “Our Orphaned Constitution,” Washington Times, August 7, 2007.

Fuente: http://www.voltairenet.org/article164850.html Leer más

«Revolución de los tulipanes»: segunda fase

Kirguistán y la batalla por Asia Central
por Rick Rozoff*

Las recientes revueltas populares en Kirguistán han derrocado al presidente Bakiyev, permitiendo a las fuerzas de la oposición de tomar el poder. Sin embargo, estos cambios políticos violentos son el resultado en gran parte de las presiones, influencias y otras acciones secretas orquestadas por los EEUU en la región, cuya finalidad es conservar su base militar en Kirguistán -como base de retaguardia-, que tanto necesita para sus operaciones militares en Afganistán y una manera de ejercer un control sobre China y Rusia.

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El Presidente kirguiz Kurmanbek Bakiyev fue depuesto cinco años después y de la misma manera en la que llegó al poder: mediante un levantamiento sangriento.

Elegido presidente dos meses después de la denominada Revolución de los Tulipanes de 2005, que ayudó a fraguar, fue desde entonces el jefe de estado de la principal nación de tránsito en la guerra de EEUU y la OTAN en Afganistán.

El Pentágono aseguró la Base Aérea de Manas (conocida a partir del año pasado como el Centro de Tránsito de Manas) en Kirguizistán poco después de haber invadido Afganistán en octubre de 2001, y en todo ese período, según una publicación de las fuerzas armadas estadounidenses del pasado junio: “Más de 170.000 integrantes de la coalición han pasado por la base en su camino de ida o vuelta de Afganistán; Manas era también el punto de tránsito para 5.000 toneladas de carga, incluidas piezas de repuesto y equipamiento, uniformes y diversos artículos destinados a apoyar al personal y las necesidades de la misión.

“En la actualidad, alrededor de mil soldados estadounidenses, junto con algunos cientos de España y Francia, están asignados en la base”. [1]

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El Representante Especial de la Casa Blanca para Afganistán y Pakistán, Richard Holbrooke, visitó Kirguistán en febrero en su primer viaje en el puesto –y también las otras tres ex repúblicas soviéticas de Asia Central que la bordean: Kazajstán, Tayikistán y Uzbekistán- y declaró que: “35.000 soldados pasaban en tránsito por allí cada mes en su camino de ida y vuelta a/de Afganistán” [2]. Al ritmo que mencionó, unos 420.000 soldados al año.

EEUU y la OTAN establecieron también bases militares en Tayikistán y Uzbekistán para la guerra en el Sur de Asia, pero a menor escala. (A las fuerzas del ejército estadounidense se les ordenó salir del segundo país cuando el gobierno uzbeco afirmó que se había producido un levantamiento armado, tipo Revolución de los Tulipanes, en su provincia de Anidjan, menos de dos meses después del precedente kirguiz.
Alemania mantiene una base cerca de la ciudad uzbeca de Termez utilizada para tránsito de tropas y equipamiento militar hacia la provincia afgana de Kunduz, donde se concentra el grueso de sus 4.300 soldados).

En febrero de 2009, el gobierno kirguiz anunció que iba a desalojar también de su país a las fuerzas de EEUU y de la OTAN, pero acabó cediendo en junio cuando Washington ofreció 60 millones de dólares para que revocara su decisión.
Kirguistán es fronteriza con China

No sólo bordea China, Kazajstán, Tayikistán y Uzbekistán, sino que está separada de Rusia por una única nación, Kazajstán. Para poder valorar las preocupaciones rusas y chinas por los cientos de miles de soldados estadounidenses y de la OTAN pasando a través de Kirguizistán, imaginen que una cantidad parecida de soldados chinos y rusos pasaran regularmente a través de Méjico y Guatemala, respectivamente. Durante casi nueve años y a un ritmo acelerado.

El papel que para Occidente juega Kirguizistán supone para Rusia y China no sólo un “poder militar duro” sino también una amenaza de “poder suave”.

La nación forma parte de la post-soviética Organización del Tratado de Seguridad Colectiva (CSTO, por sus siglas en inglés) junto con Rusia, Armenia, Bielorrusia, Kazajstán, Tayikistán y Uzbekistán –visto por muchos como la único homóloga de la OTAN en el antiguo espacio soviético- y de la Organización para la Cooperación de Shanghai (SCO, por sus siglas en inglés) junto a China, Rusia y las tres naciones centro-asiáticas anteriormente mencionadas.

Según oficiales estadounidenses, durante y después de la Revolución de los Tulipanes de 2005, no se canceló, ni siquiera se retrasó, un solo vuelo de EEUU o de la OTAN. Pero sí se cancelaron unos ejercicios de las seis naciones de la CSTO que iban a tener lugar unos días después.

El levantamiento y el derrocamiento del presidente Askar Akayev en marzo de 2005, fue la tercera autodenominada “revolución de color” en la antigua Unión Soviética en dieciséis meses, tras la Revolución de las Rosas en Georgia, a finales de 2003, y la Revolución Naranja en Ucrania, a finales de 2004 y principios de 2005.

Cuando la versión kirguiz estaba en marcha, los medios de comunicación occidentales se estaban haciendo ya la pregunta, “¿Quién es el siguiente?”. Entre los candidatos figuraban otros estados ex soviéticos como Armenia, Azerbaiyán, Bielorrusia, Kazajstán, Moldavia y Uzbekistán. Y Rusia. Junto con Georgia, Ucrania y Kirguizistán, esas naciones suponían diez de los doce miembros de la Comunidad de Estados Independientes (CIS, por sus siglas en inglés) ex soviéticos.

Como la Agence France Presse detallaba a primeros de abril de 2005: “La CIS se fundó en diciembre de 1991, el mismo día en que desapareció la Unión Soviética… Pero en el año y medio último, tres fieles aliados del Kremlin fueron derrocados por… revoluciones: Eduard Shevardnadze en Georgia, Leonid Kuchma en Ucrania y, la pasada semana, Askar Akayev en Kirguistán… Aunque los nuevos dirigentes interinos de Kirguizistán hayan hecho votos por continuar con las políticas de amistad de su depuesto predecesor hacia Moscú, el veloz derrocamiento del gobierno ha generado que se empezara a especular con que la CIS se vendría pronto abajo”. [3]

Mijail Saakashvili, de Georgia, el dirigente del prototipo de las “revoluciones de color”, se regodeó con el “cambio de régimen” kirguiz, atribuyendo las “valientes” acciones de la oposición en Ucrania y Kirguizistán al “factor Georgia”, y añadió: “No vamos a esperar el desarrollo de los acontecimientos, sino que vamos a hacer cuanto podamos para destruir el imperio en la CIS”. [4]

Poco después del levantamiento, el ex diplomático y analista político indio M. K. Bhadrakumar escribió del entonces al parecer inexorable momentum de las revueltas de “color” en la ex Unión Soviética:

“Todos y cada uno de esos tres países [Georgia, Ucrania, Kirguizistán] están estratégicamente situados en el espacio post-soviético. Conforman el ‘extranjero cercano’ de Rusia.

“Washington ha estado en los últimos años ampliando su influencia en el arco de las antiguas repúblicas soviéticas –en el Báltico… el Cáucaso y Asia Central- con una tenacidad que preocupa en Moscú.

“Desde 2003, cuando el Sr. Akayev decidió permitir que Rusia estableciera una base militar de pleno derecho en Kant, sabía que estaba en la ‘lista de observación’ estadounidense. La temperatura política en Kirguistán empezó a subir.

“Los estadounidenses dejaron bien claro en muchos sentidos que deseaban un cambio de régimen en Bishkek… La ‘revolución’ en el estado centroasiático de Kirguistán ha revelado diversas sorpresas. Un buen punto de partida será compararla con las dos “revoluciones de color” anteriores acaecidas en Georgia y Ucrania.

“En primer lugar, deben señalarse debidamente las sorprendentes similitudes entre las tres ‘revoluciones’. Se quiere hacer creer que las tres vienen a significar la imparable propagación del fuego de la libertad encendido por Estados Unidos en Afganistán e Iraq tras el 11-S.

“Pero detrás de toda esa retórica, la verdad es que EEUU quería cambios de régimen en Georgia, Ucrania y Kirguizistán debido a sus dificultades con el liderazgo existente. Los dirigentes de los tres países –Eduard Shevardnadze en Georgia, Leonid Kuchma en Ucrania y Askar Akayev en Kirguizistán- contaron con el apoyo de EEUU durante la mayor parte de su gobierno.

“Washington les había venido citando repetidamente como faros de esperanza para la democracia y globalización en los territorios de la ex Unión Soviética.

“Sus problemas empezaron cuando empezaron gradualmente a inclinarse hacia una renaciente Rusia bajo Vladimir Putin”. [5]

Siete semanas después de que apareciera la columna de Bhadrakumar, su análisis iba a ser confirmado nada menos que por una autoridad en la materia como era el Presidente estadounidense George W. Bush.

Al visitar la capital de Georgia año y medio después de su “Revolución de las Rosas”, fue acogido por su homólogo Mijail Saakashvili, ex becario del Departamento de Estado y residente en EEUU, quién se había hecho con el poder en lo que sólo puede describirse como un golpe de estado, quien, sin embargo, dijo:

“Georgia se convertirá en el principal socio de Estados Unidos en la expansión de la democracia y la libertad en el espacio post-soviético. Ese es nuestro objetivo. Siempre estaremos con Vds. para proteger la libertad y la democracia”.

Bush reflejó la inflada estimación sobre sí mismo de Saakashvili: “Vd. está haciendo muchas contribuciones importantes a la causa de la libertad, pero la aportación más importante es su ejemplo. Cambios espectaculares se suceden en lugares desde Bagdad y Beirut hasta Bishkek [Kirguistán]. Pero antes de que hubiera una Revolución Púrpura en Iraq o una Revolución Naranja en Ucrania o una Revolución de los Cedros en Líbano, hubo una Revolución de las Rosas en Georgia”. [6]

Pocos días después del golpe kirguiz, Bush dio la bienvenida al presidente “naranja” de Ucrania Viktor Yushchenko –quien, en enero pasado, sólo recogió el 5,45% de los votos para su reelección- y aplaudió su ascenso al poder, con ayuda estadounidense, diciendo que “podría considerarse que aunque fuera sólo una parte de la historia de Ucrania, la Revolución Naranja representaba también a las revoluciones por todas partes… Compartimos el objetivo de extender la libertad a otras naciones”. [7]

Más allá de la amenaza de disolución de la CIS y de la CSTO, en abril de 2005, Der Spiegel [revista alemana] publicó un informe titulado: “Las revoluciones aceleran la desintegración de Rusia”. Revelaba en parte quienes eran las personas influyentes principales tras los acontecimientos en Kirguistán. Según Der Spiegel (4 abril 2005):

“Ya en febrero”, Roza Otunbayeva –ahora el presunta jefa del gobierno provisional- “prometió lealtad a un pequeño grupo de socios y patrocinadores de la revolución kirguiz, a ‘nuestros amigos estadounidenses’ en Freedom House (que donaron una imprenta a la oposición en Bishek)…

“En un intento de ayudar al proceso democrático, los estadounidenses vertieron unos 12 millones de dólares en Kirguistán a través de becas y donaciones, y eso sólo durante el pasado año. El Departamento de Estado de Washington financió incluso el equipamiento de una cadena de televisión de la provincia sureña rebelde de Osh”. [8] [9].

Este proceso de transformación geoestratégica, desde los Balcanes a la antigua Unión Soviética y Oriente Medio estuvo también apoyado por la Freedom House, el National Endowment for Democracy, el National Democratic Institute, el International Republican Institute y otras organizaciones no gubernamentales.

Una semana después de que los “tulipanes” se hicieran con el poder, el director del proyecto de Freedom House, Mike Stone, resumió el papel de su organización con dos palabras: “Misión cumplida”. [10]

Un periódico británico que le entrevistó añadió: “La implicación estadounidense en el pequeño y montañoso país es mayor, proporcionalmente, que lo fue en la revolución de las ‘rosas’ en Georgia o en el levantamiento ‘naranja’ de Ucrania”. [11]

También se proveyó de ayuda a través de “jóvenes activistas” financiados y formados por Occidente, siguiendo el modelo quienes se organizaron en Yugoslavia en el año 2000 para derrocar al gobierno de Slobodan Milosevic:

Comparen los nombres:

– Yugoslavia: Otpor! (Resistencia)
– Ucrania: Pora! (¡Ya es hora!)
– Georgia: Kmara! (¡Basta!)
– Kirguizistán: Kelkel! (¡Levántate y anda!)

Detrás de todos ellos, el depuesto presidente kirguiz Askar Akayev identificó a los verdaderos arquitectos de su expulsión. El 2 de abril afirmó: “Hubo organizaciones internacionales que apoyaron y financiaron la Revolución de los Tulipanes en Kirguistán.

“Una semana antes de esos acontecimientos vi una carta en Internet firmada por el embajador estadounidense en Kirguizistán. Contenía un plan detallado para la revolución”. [12]

La Revolución kirguiz de los Tulipanes (antes llamada del Limón, Rosa y del Narciso) fue tan inconstitucional y tan perjudicial para la nación como fueron sus predecesoras georgiana y ucraniana, pero mucho más violenta. Hubo muertos y heridos en las ciudades sureñas de Osh y Jalalabad y en la capital de Bishkek.

Fue también la primera revuelta de “color” en una nación fronteriza con China. No sólo Rusia y China manifestaron serias preocupaciones por los desarrollos en Kirguistán, también Irán, al ver cómo se desarrollaba la trayectoria del “cambio de régimen”.

Durante las cuatro décadas de la Guerra Fría, los cambios políticos mediante elecciones o de otro modo en cualquier nación del mundo –no importa cuán pequeña, empobrecida, aislada e insignificante pueda parecer- adquirieron una importancia que excedía con mucho a sus efectos internos. Los analistas políticos y los responsables políticos mundiales se hacían siempre una cuestión clave: ¿Con quién iba a alinearse el nuevo gobierno, con EEUU o con la Unión Soviética?

En el período posterior a la Guerra Fría, la pregunta ya no es de filosofía política u orientación socio-económica, sino ésta: ¿Cómo apoyará, o se opondrá, la nueva administración a los planes estadounidenses para su dominio regional y global?

Con Roza Otunabayeva como portavoz jefe, cuando no al frente de un nuevo “gobierno popular” kirguiz, hay razones para creer que Washington no se va a sentir muy disgustado por el derrocamiento de su antiguo socio “tulipán” Bakiyev. Ella ha confirmado ya que no se va a cerrar la base estadounidense de Manas.

Menos de dos meses después del golpe de 2005, Otunbayeva, que entonces era ministra de asuntos exteriores, celebró una reunión con su homóloga estadounidense Condoleeza Rice en Washington, durante la cual la última aseguró que “la administración estadounidense continuará ayudando al gobierno kirguiz a fomentar procesos democráticos en el país”. [13]

Poco después de la “transformación democrática” de marzo, su santo patrón, Mijail Saakashvili de Georgia, se jactó de que “Roza Otunbayeva trabajó en Tbilisi en años recientes y fue la directora de la oficina de Naciones Unidas en Abjazia. Durante la Revolución de las Rosas, ella estaba en Georgia y sabía todo lo que estaba sucediendo… el factor georgiano fue un catalizador de muchas de las cosas que estaban allí sucediendo [en Kirguiistán]”. [14]

Desde la perspectiva estadounidense, ella parece tener fiables y buenas referencias.

Rusia ha puesto su base aérea en Kirguistán en alerta máxima, aunque los comentarios de los principales dirigentes del gobierno ruso –especialmente del Primer Ministro Vladimir Putin- indican una aceptación del levantamiento que ha causado ya 65 muertos y cientos de heridos.

Pero Rusia intentó poner su mejor cara también en la revuelta de hace cinco años.

La dirección que adopte el próximo gobierno kirguiz repercutirá más allá del pequeño tamaño y población de esa nación (apenas por encima de los cinco millones de habitantes):

– Podría afectar a los planes de EEUU y la OTAN para la mayor ofensiva militar de la guerra afgana, cuyo comienzo está fijado dentro de dos meses en la provincia de Kandahar.
– Podría determinar el futuro de la Organización del Tratado de Seguridad Colectiva y de la Organización de Cooperación de Shanghai, las dos principales barreras a la potencial penetración militar de Occidente en vastas extensiones de Eurasia.

Las apuestas no podrían estar más altas.

Fuente: Global Research, 8 de abril de 2010.
Traducido del inglés por Sinfo Fernández.

[1] Stars and Stripes, 16 de junio de 2009.

[2] Agence France-Presse, 4 de marzo de 2010.

[3] Agence France-Presse, 3 de abril de 2005.

[4] The Messenger, 31 de marzo de 2005.

[5] The Hindu, 28 de marzo de 2005.

[6] Civil Georgia, 10 de mayo de 2005.

[7] Associated Press, 4 de abril de 2005.

[8] Der Spiegel, 4 de abril de 2005.

[9] Russian Information Agency Novosti, 16 de junio de 2005.

[10] The Telegraph, 2 de abril de 2005.

[11] Ibid.

[12] Associated Press, 2 de abril de 2005.

[13] Interfax, 15 de junio de 2005.

[14] Civil Georgia, 30 de marzo de 2005.

Fuente: http://www.voltairenet.org/article164900.html Leer más

Afganistán. Malalai Joya: «No hay democracia bajo la ocupación»

La intolerancia cuando imponiendose contra el pensar diferente, esta vez la víctima de la intolerancia fue la joven diputada afgana Malalai Joya , lean por favor este artículo publicaod en Red Volatire y saquen sus propias conclusiones.

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por Dominique Bari

La joven diputada afgana Malalai Joya fue excluida del parlamento por haber denunciado la injerencia de las potencias extranjeras y las violaciones de los derechos de las mujeres que se cometen bajo la ocupación.
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Malalai Joya es una mujer disgustada. Más que disgustada, furiosa por la guerra que la coalición internacional mantiene en su país, Afganistán; furiosa por las bombas de la OTAN que matan civiles en las aldeas; furiosa contra el llamado a la reconciliación con los talibanes y con los señores de la guerra. «¡Pongan fin a las masacres en mi país, ordenen la retirada de las tropas extranjeras para que se detenga la talibanización!», exige la joven diputada afgana a la opinión pública de los países occidentales.

Dominique Bari: La conferencia de Londres, celebrada a finales de enero, oficializó una negociación con los dirigentes del antiguo régimen talibán. ¿Qué puede suceder ahora?

Malalai Joya: Millones de afganos se están muriendo de hambre, pero al régimen de Karzai le prometieron millones de dólares para que los insurgentes depongan las armas. Eso conducirá a la rehabilitación de los talibanes, quienes tomarán el control de la Loya Jirga, la asamblea de ancianos y de representantes de las tribus que debe reunirse próximamente.

¿Es que alguien realmente cree que se puede instaurar la democracia con esos reaccionarios? Pero los talibanes no son los únicos integristas. Cuando Estados Unidos y sus aliados derrocaron el régimen del mullah Omar, lo que hicieron fue reemplazarlo por otros fundamentalistas, por señores de la guerra vinculados a la Alianza del Norte, que dirigía Masud. Ese grupo es similar al talibán en materia de creencias.

En los últimos años se han adoptado una serie de leyes y una serie de decisiones judiciales verdaderamente escandalosas. Con el pretexto de la reconciliación nacional se ha concedido inmunidad a los señores de la guerra y a otros conocidos criminales de guerra, muchos de los cuales son ahora miembros del parlamento, están en los ministerios, en la administración judicial y son todos unos corruptos.

Y ahora resulta que hasta la propia ONU borra de su «lista negra» los nombres de los ex dirigentes talibanes. ¿Acaso puede construirse el porvenir de un pueblo con ese tipo de acciones? A no ser que pretendan hacerle creer que el símbolo de las bondades del progreso occidental es la fábrica de Coca Cola inaugurada en las afueras de Kabul, en este país pobre donde el agua es un recurso inestimable…

Dominique Bari: Usted fue electa para formar parte del parlamento en 2005. Pero fue expulsada al cabo de 18 meses. ¿Por qué?

Malalai Joya: Durante la ceremonia de apertura de la sesión parlamentaria, yo presenté «mis condolencias al pueblo afgano», cosa que no les gustó a muchos diputados, quienes se quejaron de que aquello era una ofensa para ellos. Fueron esos señores de la guerra quienes pidieron mi exclusión.

Yo había recordado que ellos habían saqueado Kabul durante la guerra civil que se desarrolló de 1992 a 1996 y que ellos era responsables por la muerte de decenas de miles de personas. Yo dije que debían ser llevados a los tribunales internacionales. Yo denuncié la corrupción, alimentada por los miles de millones que desembolsó la comunidad internacional en nombre de la reconstrucción.

Rápidamente llegó un momento en que ni siquiera me dejaban hablar. Me desconectaban el micrófono cuando yo pedía la palabra y yo tenía que hablar a gritos [mientras me gritaban] insultos y amenazas. Algunos diputados, hombres y mujeres, me defendieron, pero eran pocos. Me acusaron de comunista y de infiel, que son para ellos los máximos insultos. En una entrevista de televisión, yo acabé por comparar el parlamento con un zoológico. ¡Peor que un establo, donde los animales por lo menos sirven para algo!

Dominique Bari: ¿De qué servirán las tropas de refuerzo que anunció Obama?

Malalai Joya: El objetivo de la guerra no era implantar la democracia y la justicia ni arrancar de raíz los grupos terroristas. Para lo que ha servido es para dar un carácter permanente a la ocupación, para instalar bases militares y para mantener bajo control una región que cuenta con grandes recursos naturales. Obama es igual que Bush, incluso peor porque está intensificando la guerra y extendiéndola a Pakistán.

El gobierno americano mantiene una situación peligrosa para mantenerse más tiempo en Afganistán y vigilar así más fácilmente a los países vecinos, como Irán, Pakistán, Rusia y Uzbekistán. Si Obama no retira sus soldados habrá más sangre y más desastres. Mire los bombardeos de la OTAN. En mi provincia de Farah, en mayo (de 2009. NdlR.), resultaron muertos más de 150 civiles.

Esa masacre es para el mundo una pequeña muestra de los horrores que nuestro está enfrentando. Pero ¿quiere realmente el mundo ver esos horrores? Yo organicé una conferencia de prensa y un hombre de la aldea de Geranai, atenazado por el dolor, vino a contar cómo él mismo había perdido 20 miembros de su familia la masacre. ¿No es posible que ese hombre se sienta impulsado, al igual que otros jóvenes, a unirse a los insurgentes, aunque sean integristas?

Dominique Bari: El destino trazado para la mujeres bajo el régimen de los talibanes había acabado conmoviendo a la opinión pública internacional. ¿Cuál es la situación [de las mujeres afganas] hoy en día?

Malalai Joya: La Constitución afgana contiene varias cláusulas sobre los derechos de las mujeres. Yo fui una de las numerosas delegadas a la Loya Jirga de 2003 que luchamos fuertemente por la inclusión de esas disposiciones. Pero [esa Constitución] está marcada por la fuerte influencia de los fundamentalistas con quienes Karzai y Occidente han llegado a compromisos.

La Constitución proclama la igualdad entre hombres y mujeres, pero el país se rige por la sharia. La supuesta democracia de la Constitución oficial se viola sistemáticamente. Sólo sirve de vitrina para atraer el dinero de la ayuda internacional, que generalmente acaba siendo malversado. Afganistán es actualmente un país donde las mujeres, a veces niñas de 14 o 15 años, que huyen del domicilio conyugal a causa de la extrema violencia son consideradas criminales y se les encarcela.

Es verdad que se ha producido un regreso de las niñas a las escuelas, pero las cifras no incluyen a las que se ven obligadas a abandonarla debido a las amenazas contra su seguridad y las presiones a las que se ven sometidas por parte de sus familias para que se casen. El suicidio se ha convertido en el último recurso de las muchachas desesperadas, quienes tienen conciencia de las alternativas pero también saben que nunca tendrán derecho a ellas.

Dominique Bari: Precisamente, ¿cuáles son esas alternativas?

Malalai Joya: Todas las tropas extranjeras deben irse y las milicias de los señores de la guerra deben ser desmanteladas. La democracia no puede ser instaurada por una ocupación que no hace más que extender y fortalecer la talibanización de mi país. Y es mi pueblo quien está sufriendo las consecuencias.

Si Estados Unidos y las tropas de la OTAN que ocupan nuestro país no salen de Afganistán en un plazo razonable, tendrán que enfrentar una resistencia cada vez más grande de parte de los afganos. Los gobiernos occidentales se niegan a ver voluntariamente que la gente está luchando por la reconstrucción de su país en condiciones de paz y de seguridad.

Partidos y asociaciones democráticas luchan a menudo desde la clandestinidad. No olvidemos que la Constitución prohíbe la existencia de partidos laicos no basados en el Corán. Las manifestaciones estudiantiles contra los recientes bombardeos, al igual que las protestas de cientos de mujeres, que se produjeron el mes pasado en Kabul, muestran al mundo el camino hacia una verdadera democracia en Afganistán.

Hay muchos héroes y heroínas desconocidos. Y están luchando en sus ciudades y aldeas. ¿Por qué ningún dirigente occidental quiere reconocer ni siquiera la existencia misma de una fuerza progresista emergente que puede desempeñar un verdadero papel?

Yo no pierdo las esperanzas. Necesitamos la ayuda de la opinión pública en los países occidentales y, a través de mis viajes, me doy cuenta de que están moviéndose. Ha habido manifestaciones contra el envío de refuerzos, ya nadie cree en la «guerra justa». Hay que aumentar la presión para obligar a los gobiernos belicistas a ceder.
Dominique Bari

Fuente: http://www.voltairenet.org/article164901.html Leer más

Crecen feminicidios en México

por Flor Goche

De 2007 a la fecha se han cometido, al menos, 2 mil 15 “homicidios dolosos contra mujeres y niñas” en 18 entidades del país, señala el Observatorio Ciudadano Nacional del Feminicidio. Los crímenes de género se recrudecen a pesar de la promulgación de la ley a favor de una vida sin violencia. “Es letra muerta” en un sistema judicial cooptado por prejuicios machistas, indican organizaciones. En uno de estos casos, el homicida de la universitaria Alí Castrejón Cuevas podría quedar en libertad

Pasaba el medio día del 20 de noviembre de 2009. El cuerpo de Alí Castrejón Cuevas yacía inerte en la cocina del departamento de su exnovio, Osvaldo Morgan Colón. La fiesta de cumpleaños que éste le organizó en la calle de Ayuntamiento, en el centro de la ciudad de México, había terminado.

—Alex, Alex –la súplica desesperada de Osvaldo lo despertó–. ¡Maté a Alí: ya les había dicho que algo así iba a pasar!

Las rodillas, ya sin fuerza, cayeron sobre el piso de la recámara. El cuchillo ensangrentado en una de las manos confirmaba las palabras del joven.

—Llama a una patrulla… No, mejor no… Mejor sí… Tranquilo, tranquilo –las palmadas sobre el hombro llamaban a la cordura. Luego vendría el intento de suicidio.

—¡Por qué no me muero! ¡Ya no tengo salvación, verdad!

Alejandro recuerda la imagen de su amigo cortando varias partes de sus antebrazos, según su testimonio integrado al expediente de la causa penal 285/09, radicada en el Juzgado 39 de lo Penal del Distrito Federal, al que Contralínea tuvo acceso.

Alí apenas había cumplido 24 años cuando fue asesinada por el hombre que decía amarla. Las 26 puñaladas en su vientre, cuello y rostro mostraron la crueldad del episodio, que fue calificado por algunos diarios como “crimen pasional”.

Familiares y amigos de Castrejón Cuevas –feminista, poeta y estudiante universitaria– asumen que el feminicidio, así lo llaman, sucedió como narra Alejandro en su testimonio. Además de justicia, buscan “que el caso sea ejemplar”: se trata de “sensibilizar a la gente”; que sen den cuenta que no es un problema exclusivo de Ciudad Juárez, “que a cualquiera le puede pasar”.

“El hecho de que sepamos de Ciudad Juárez es gracias al empuje y a la tenacidad de las madres y de las organizaciones civiles que están allá; pero eso no significa que no (se cometan feminicidios) en otros lugares”, asegura Andrea Medina, colaboradora del Comité de América Latina y del Caribe para la Defensa de los Derechos de la Mujer.

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Después de Guatemala, México es el país con el más alto índice de feminicidios. En 2009, 529 mujeres y niñas fueron asesinadas tan sólo en ocho estados de la república, revelan los datos del Observatorio Ciudadano Nacional del Feminicidio (OCNF).

De éstos, 173 fueron cometidos en el Estado de México; 93 en Baja California; 69 en Sinaloa; 63 en Tamaulipas; 57 en Jalisco; 38 en Nuevo León; 33 en Morelos; y tres en Zacatecas.

De enero de 2007 a diciembre de 2009, este Observatorio ha logrado documentar 2 mil 15 “homicidios dolosos contra mujeres y niñas” en 18 de las 32 entidades federativas de la república mexicana. Destaca el Estado de México con 556.

El concepto del “feminicidio”, sin embargo, está ausente de la legislación mexicana. Especialistas reconocen que el término es apenas una categoría política –producto de la teoría feminista– que diversas organizaciones han empleado para denunciar los asesinatos contra mujeres inspirados en una cultura “discriminadora y misógina”.

Tipificar el feminicidio

Tipificar o no el feminicidio como un nuevo delito penal en México es “la pregunta del millón” para Andrea Medina.

El debate es vigente: tipificar el feminicidio como tal o señalar la condición de género como un agravante en un homicidio, explica Angélica de la Peña, exdiputada perredista e integrante de la Red de Investigadoras por la Vida y la Libertad de las Mujeres.

“Yo simpatizo por la segunda propuesta porque va en sentido de la doctrina penal que ha derogado el parricidio, el infanticidio, etcétera, para considerar como agravantes las condiciones particulares del agravio.”

“Nosotras le apostamos mucho a la tipificación”, pues los feminicidios, al compartir características y patrones, necesitan un tratamiento integral y específico, explica María de la Luz Estrada, integrante del OCNF.

De acuerdo con el reporte del primer semestre de 2009, Una mirada al feminicidio en México, elaborado por este Observatorio, la tipificación del feminicidio es una medida urgente “para efecto de una debida investigación y sanción de los responsables”.

A pesar de que el término “feminicidio” está presente en la legislación de países como Guatemala y Costa Rica, “los resultados no han sido muy positivos”, asegura Medina.

“Sí hay un problema de leyes”, afirma. Pero el gran problema en México y en América Latina es la aplicación de las leyes: “El asunto es cómo las aplicamos y cómo se transforma el acceso a la justicia”.
Ley vanguardista, letra muerta

A partir de la aprobación de la Ley General de Acceso de las Mujeres a una Vida Libre de Violencia, en 1997, la legislación mexicana cuenta con la figura “violencia feminicida”, definida como “la forma extrema de violencia de género contra las mujeres, producto de la violación de sus derechos humanos, en los ámbitos público y privado, conformada por el conjunto de conductas misóginas que pueden conllevar impunidad social y del Estado y puede culminar en homicidio y otras formas de muerte violenta de mujeres”.

Con respecto de la ley, Francesca Gargallo, feminista y profesora de filosofía en la Universidad Autónoma de la Ciudad de México, no tiene duda: “Teóricamente es un gran avance; (pero) en la práctica, ninguno”.

La importancia de la legislación radica en que “no habla de ‘combate a’ o ‘de lucha contra’; habla del derecho que tenemos las mujeres a vivir bien, a vivir con una total libertad de nuestros actos”, explica.

Al nombrar los feminicidios, se cree que “nosotras estamos exagerando o dimensionando lo que es tan normal, tan común y corriente”, explica Mariana Berlanga, feminista autónoma y especialista en el tema. Para ella, el gran avance de esta ley es la “legitimación de ese lenguaje”: el que contribuye a “desnaturalizar” la violencia contra la mujer.

El avance es “solamente conceptual”, coincide María de la Luz Estrada, también integrante de Católicas por el Derecho a Decidir. A pesar de que es tarea de cada estado armonizarla con su normatividad (códigos civil y penal), actualmente sólo 16 entidades federativas tienen reglamento, señala. “El reto que tenemos es que se implemente, y entonces podamos evaluar si está teniendo un impacto”.

Al aceptar que son muy pocos los abogados y procuradores de justicia que conocen y “reconocen” la ley general de la mujeres, Teresa Incháustegui –presidenta de la Comisión Especial para Conocer y Dar Seguimiento Puntual y Exhaustivo a las Acciones Emprendidas por las Autoridades Competentes en Relación a los Feminicidios Registrados en México, de la Cámara de Diputados– explica que se trabaja en la sensibilización y capacitación de jueces y ministerios públicos, funcionarios “que son huesos muy duros de roer”.

Francesca Gargallo señala que, además del aspecto jurídico, debe trabajarse en un aspecto más: la educación, sobre todo “la educación afectiva”. Instrumentos como esta ley “no sirven de nada si no se reconfiguran las relaciones sociales”, complementa Mariana Berlanga.

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Feminicidio, “crimen de Estado”

El concepto “feminicidio” apareció por primera vez en una resolución de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos, emitida en noviembre de 2009. Se trató de una condena al Estado mexicano por la violación de los derechos humanos de tres mujeres encontradas sin vida y con rasgos de tortura sexual en un predio de Ciudad Juárez: el Campo Algodonero.

Recién instalada la cuarta edición de la Comisión Especial de la Cámara de Diputados, cuyo objetivo es “dar seguimiento a lo que las autoridades hacen para resolver los feminicidios”, su presidenta, Teresa Incháustegui, reconoce que dicha resolución es “un instrumento muy importante de trabajo, pues abre toda una nueva vertiente de política pública en materia de prevención, investigación y atención a víctimas de los feminicidios”.

El feminicidio, considera, “es la punta del iceberg de una violencia estructural que tiene un componente de género” y que refleja, entre otros aspectos, impunidad.

Incháustegui y feministas como Berlanga y Gargallo se ciñen a la definición de la antropóloga Marcela Lagarde, quien asegura que el feminicidio es, además de un crimen de lesa humanidad, un crimen de Estado. “Si el Estado falla se crea la impunidad, la delincuencia prolifera y el feminicidio no llega a su fin”.

Andrea Medina advierte que la sentencia de la Corte “no es un punto final; es una buena noticia que no se cumple sola”. Integrante del equipo que representa este caso ante la Corte, insiste en que la sociedad civil debe “medir y evaluar si el Estado realmente está cumpliendo con estas resoluciones” que no sólo son para Ciudad Juárez, sino para todo el Estado mexicano.

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Fiscalías, sin datos confiables

La sentencia de la Corte deja al descubierto el fracaso de las decenas de fiscalías, comisiones y programas oficiales creados supuestamente para esclarecer los feminicidios en México. El documento señala que ni siquiera se cuenta con cifras confiables.

Se trata de una “simulación del Estado”, asegura Andrea Medina. “México gasta muchísimo dinero, mucho más de lo que podemos imaginarnos, en tener una buena imagen internacional de cumplimiento a los derechos humanos”.

La Fiscalía Especial para los Delitos de Violencia contra las Mujeres y Trata de Personas –dependiente de la Procuraduría General de la República– “ni siquiera tiene actualizados los nombres de los procuradores de los estados”, se queja María de la Luz Estrada: “Es vergonzoso para una fiscalía que fue creada para investigar”.

Desde 1997, año de su creación, el OCNF –constituido por 43 organizaciones de derechos humanos y de mujeres de distintos estados del país– ha buscado solventar lo que el Estado mexicano ha ignorado: documentar los casos de feminicidios ocurridos en el país.

Los medios de comunicación y las solicitudes de información, presentadas a las fiscalías y procuradurías por medio de las leyes de transparencia, son sus fuentes. “Es una travesía”, asegura Estrada.

Hasta el momento, sólo han conseguido documentar parcialmente lo que sucede en 18 estados. Las instancias oficiales “no quieren que hablemos de feminicidio, entonces hacen una negación de la información”, señala.

Es el caso de Oaxaca, en donde sólo han tenido datos hemerográficos. En Chiapas, la cifra durante el primer semestre de 2009 fue de 130 feminicidios: “Ahorita ya no nos quieren dar la información”. En Tlaxcala, “corredor de tratas”, los periodistas incluso “tienen prohibido escribir notas sobre mujeres asesinadas”, asegura Estrada.

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“El crimen pasional no existe”

Definir jurídicamente la violencia contra las mujeres contribuye también a erradicar conceptos no científicos como el de “crimen pasional”.

“Hay que revertir la tendencia común de que cuando se trata de un asesinato contra una mujer, todo el aparato de justicia tiende a justificar al asesino; entonces, inmediatamente se empieza a hablar de delitos pasionales, de problemas dentro de la pareja, de lo conflictiva que era la víctima”, dice Francesca Gargallo.

Precisamente, cuando se les reduce al campo de lo privado, complementa Berlanga, “hay esta parte de quitarle la responsabilidad al Estado, a la estructura que supuestamente debe de procurar la justicia”.

“El crimen pasional no existe; lo que existen son feminicidios que se escudan detrás de ‘sentimientos’ que tienen valor para la justicia sólo cuando son esgrimidos por un hombre”, asegura Gargallo.

El derecho penal está basado en una serie de prejuicios sobre la mujer, reconoce la diputada Teresa Incháustegui. “Estamos hablando de un patriarcado jurídico que todavía no se desmonta en nuestro país”.

“El hecho de que haya un elemento pasional por un vínculo amoroso e íntimo entre un hombre y una mujer es un elemento que disminuye la carga de la pena; incluso, en muchas formulaciones de derecho penal, los delitos sexuales están considerados como ‘delitos de honor’”, explica.
El riesgo para las feministas

“Es un error pensar que por el hecho de ser feministas estamos más allá de la violencia”, asegura Mariana Berlanga. Al analizar el caso de Alí Castrejón, concluye que las mujeres que rompen con los roles son precisamente las que están “en el ojo del huracán”: entonces, “son castigadas”.

Se trata, en palabras de Incháustegui, de un “un conflicto que tiene que ver con que la mujer se ha salido del control masculino, que reta con su propia autonomía las formas tradicionales del patriarcado”.

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Alí, un caso ejemplar

“El caso de Alí engloba perfectamente lo que es la evidencia tan contundente de la saña; y a la vez, el no reconocimiento de esa evidencia”, asegura Berlanga, también integrante del colectivo Alí Somos Todas, constituido a raíz del asesinato de la joven.

“Hasta podríamos decir que es un crimen alevoso”, se pronuncia José Mario Nájera, médico legista guatemalteco. Al propinar 26 heridas con arma blanca “me estoy asegurando del acto que estoy haciendo” y de que “la víctima no oponga resistencia”: eso se llama alevosía, explica.

“Uno no tiene que ahondar mucho en las diferencias físicas y anatómicas entre un hombre y una mujer” para reconocer que existe “una relación desigual de poder” entre ambos: “Son cuestiones de pura lógica”, argumenta Nájera para rebatir la tesis de “defensa legítima” presentada por los abogados de Osvaldo, quienes afirman que Alí lo atacó primero.

De los 549 casos de feminicidios documentados por el OCNF en 2009, 70 corresponden a homicidios perpetrados por familiares y/o parejas, como en el caso de Alí. Las investigaciones de esta organización apuntan que el rango de edad de las víctimas, en México y en Centroamérica, oscila entre los 20 y los 40 años.

La mayoría de los casos permanece en la impunidad. Tan sólo en el Estado de México, “de 2005 a la fecha, menos del 20 por ciento de los asesinos está consignado; y menos del 2 por ciento tiene alguna sentencia”, señala María de la Luz Estrada. Por ello, se debe “poner énfasis en el estatus legal de estos casos”, enfatizan el OCNF y la comisión especial contra los feminicidios de la Cámara de Diputados.

Actualmente, Osvaldo Morgan Colón está preso en el Reclusorio Norte, procesado por el delito de “homicidio calificado” con las agravantes de “saña y alteración voluntaria” –en su orina se encontraron restos de “alcohol, cannabis y barbitúricos”–, consta en el expediente judicial.

Como en otros casos de feminicidio, las irregularidades en el proceso y la culpabilización de la víctima están presentes, denuncian integrantes de Alí Somos Todas. “Era inestable emocionalmente, era poliamorosa, tenía problemas familiares…”, son los argumentos presentados por la defensa de Osvaldo.

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Han transcurrido cuatro meses desde el asesinato y aún no se dicta sentencia. El proceso se encuentra detenido, pues el inculpado solicitó un amparo en contra del auto de formal prisión “a pesar de que no existen elementos objetivos para que se lo otorguen”. Familiares y amigos de la víctima se muestran preocupados, pues el hermano de Osvaldo es el exdiputado perredista Humberto Morgan Colón.

Además de la nacionalidad mexicana, Alí contaba con la nacionalidad panameña. Por ello, la Defensoría del Pueblo de Panamá; el Ministerio de Relaciones Exteriores; la Comisión de Asuntos de la Mujer, Derechos del Niño, la Juventud y la Familia, y la rectoría de la Universidad de Panamá se pronunciaron para que en México se haga justicia.

En vísperas del 8 de marzo, feministas mexicanas, algunas integrantes de Alí Somos Todas, se pronunciaron por la creación de un frente contra los feminicidios. Se trataría, dicen, de un esfuerzo por visibilizar y nombrar los feminicidios en México: “Lo que queremos decir a los familiares de las víctimas es ‘no están solos’. Como su caso, hay otros cinco o seis al día y tienen patrones”, expone Gargallo.

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Fuente: http://www.voltairenet.org/article164823.html

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NICARAGUA: Registran 12 feminicidios en lo que va del año en el país

13.04.10 –

Adital –
En Nicaragua el feminicidio/femicidio continúa siendo la principal causa de muerte violenta intencional de mujeres, niñas, adolescentes y jóvenes. Hasta noviembre de 2009 se registraron 69 asesinatos y en el primer trimestre de 2010 fueron asesinadas –con crueldad y ensañamiento– 12 mujeres, cuatro de ellas eran menores de edad.

Aún cuando Nicaragua es el país de Centroamérica con menor índice de asesinatos, de acuerdo con Virginia Meneses, integrante de la dirección de la Red de Mujeres contra la Violencia (RMCV), este fenómeno se magnifica aquí, ya que estos feminicidios/femicidios ocurren en un contexto de relaciones de pareja e interpersonales y de historias de violencia y maltratos previos, donde los agresores son conocidos de la víctima.

En entrevista con Cimacnoticias, Meneses agregó que esto deja ver que “muchas de estas muertes pudieron haberse prevenido mediante acciones públicas específicas” de parte del Estado, lo que hasta ahora no ocurre. De ahí la urgencia, señaló, de la reactivación de la comisión nacional de lucha contra la violencia, para erradicar el alto índice de violencia contra las mujeres.

La representante de la RMCV explicó que el feminicidio/femicidio es la manifestación extrema de la violencia que sufren las mujeres por su condición de serlo y es una flagrante violación a sus derechos humanos.

Virginia Meneses expuso lo anterior en el marco del lanzamiento de la Campaña Regional por el Acceso a la Justicia para las Mujeres, que inició en febrero pasado en la ciudad de México, y que el 9 de abril se dio a conocer en esta ciudad, en un encuentro con 45 periodistas de Managua, Matagalpa y la Costa Sur del Atlántico.

En la Campaña Regional participan, además de Nicaragua, Guatemala, El Salvador, Honduras y México, las organizaciones Católicas por el derecho a decidir (CDD), CIMAC, Asociación Nacional de Abogados Democráticos, Nuestras Hijas de Regreso a Casa y el Observatorio Ciudadano Nacional del Feminicidio, Alianza para la Acción Previniendo los femicidios en Guatemala y Red Feminista Frente a la Violencia contra las Mujeres en el Salvador, así como el Movimiento de Mujeres por la Paz “Visitación Padilla” en Honduras.

La noticia es de Cimac, por Carolina Velázquez

Fuente: Argenpress Leer más

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