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Categoría: Eventos académicos
Publicado por: a20034394
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Categoría: Eventos académicos
Publicado por: a20034394
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Brasil


A violência entre casais no Brasil está mais precoce, menos unidirecional e assume também, nos dias atuais, um caráter mais virtual. Pesquisa recente, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em 10 capitais de todas as regiões do país, revelou que nove em cada 10 jovens na faixa etária entre 15 e 19 anos sofrem ou praticam variadas formas de violência – dentre as quais a exposição de fotos íntimas na internet como forma de humilhação.

Os dados coletados com 3,2 mil adolescentes expõem um elemento que se choca com o senso comum de que os homens são, geralmente, os agressores. Agressões verbais, como provocações, cenas de ciúmes e tom hostil, e investidas sexuais – como forçar o beijo ou tocar sexualmente o parceiro sem que este queira – fazem parte do arsenal de violência utilizado por ambos os sexos.

A pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (CLAVES/Fiocruz) Kathie Njaine, que coordenou a pesquisa “Violência entre namorados adolescentes: um estudo em dez capitais brasileiras”, destaca que o panorama deve ser refletido a partir de múltiplas causas. “A violência pode vir da família, da comunidade em que o jovem vive e da escola”, afirma.

Segundo o estudo, as garotas são, ao mesmo tempo, as maiores agressoras e vítimas de violência verbal. Por outro lado, em termos de violência sexual, os rapazes encabeçam as estatísticas como os maiores agressores. Enquanto 49% dos homens relatam praticar esse tipo de agressão, 32,8% das moças admitem o mesmo comportamento.

Na categoria das agressões físicas, que inclui tapa, puxão de cabelo, empurrão, soco e chute, os relatos revelam que os homens são mais vítimas do que as mulheres – 28,5% delas informam que agridem fisicamente o parceiro, enquanto 16,8% dos homens relataram o mesmo.

A violência manifestada em tom de ameaça – como provocar medo; ameaçar machucar; ou destruir algo de valor – já vitimou 24,2% de jovens, ao passo que 29,2% admitiram ter perpetrado este tipo de agressão. De acordo com os números, 33,3% das meninas assumem que ameaçam mais seus parceiros, e 22,6% destes confessam cometer o mesmo tipo de violência.

Uma das razões apontadas para a eclosão da violência entre os jovens casais é o machismo. A coordenadora da pesquisa afirma que nenhuma pessoa nasce machista, mas pode aprender e assumir esse papel dentro de um contexto cultural.

Ressaltando que o estudo teve como finalidade fazer um diagnóstico, e não buscar as causas, Kathie Njaine argumenta que a agressão cometida pelas meninas pode ser compreendida como uma maneira de reproduzir um modelo de comportamento que está no gênero masculino. “Em muitos momentos da pesquisa, havia meninas que falavam ‘se ele pode fazer, eu também posso’”, exemplifica, acrescentando que as agressões, neste caso, tornam-se uma moeda de revide.

A socióloga Bárbara Soares, pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC/UCAM) e ex-subsecretária de Segurança da Mulher do governo do Estado Rio de Janeiro, elogia o viés da pesquisa de jogar luz sobre a violência praticada por mulheres e por descartar o modelo esquemático que vilaniza apenas os homens e vitimiza as mulheres. Em geral, ela afirma, as pesquisas têm o hábito de ouvir muito pouco as pessoas que vivem e praticam violência. “Os técnicos e ideólogos definem o que é a violência e, a partir daí, imprimem esse discurso no outro que não é ouvido. A violência não é uma abstração na vida de quem sofre ou pratica. Ela é situada, significada, tem um sentido. Eu acho que é aí que você pode desconstruí-la”, diz a especialista.

De acordo com a pesquisadora do CESeC, é comum o pressuposto de que somente as mulheres apanham, mesmo que, pelas pesquisas nacionais e internacionais, elas sejam vítimas das violências mais graves. “Não quero dizer que não exista um componente de dominação. Ele existe, mas não é uma dominação do homem contra a mulher, é uma sociedade de dominação machista em que os homens também são dominados por essa lógica”, argumenta.

Violência virtual

A eclosão precoce de violência entre os casais adolescentes revela que, desde cedo, as agressões ocupam papel importante no ambiente das relações afetivas. Nos dias atuais, é ponto pacífico que o aprimoramento das técnicas e dos meios de circulação das informações contribua decisivamente para a emergência de novos tipos de violência. A internet, nestas circunstâncias, adquire relevância e torna-se uma arma virtual nas relações entre os jovens.

Fatos e comportamentos que aconteceriam no mundo real, no dia-a-dia, acompanham essa tendência e são transportados para a rede virtual. Exposição de fotos e vídeos íntimos e publicação de hostilidades em sites e redes de relacionamento – como o orkut – são alguns dos métodos que compõem o quadro de violência existente na internet. Em conseqüência, os jovens tornam-se vulneráveis socialmente, uma vez que, por exemplo, sua relação com amigos ou a procura por empregos podem ser afetadas.

Kathie Njaine enfatiza que o relacionamento via tecnologia de informação é uma constante na vida dos jovens, o que potencializa o risco de agressões. “Na medida em que você publica uma notícia na internet, isso tem uma capacidade de se disseminar amplamente. O impacto de uma humilhação ou de uma fofoca é muito grande. O grau de exposição de uma situação é alto, não só em palavras como em imagens também”, afirma.

Para Bárbara Soares, isso exige novas respostas em termos de prevenção. “Todos os problemas vão se transformando na medida em que os meios de comunicação de relações interpessoais se transformam. Atualmente, muitos problemas se transferiram para a dimensão do espetáculo, da visibilidade, da exposição pública do crime mais banal até as relações íntimas. Então, acho que é preciso repensar em primeiro lugar a própria noção do que seja violência, atualizando o repertório que faz parte do nosso catálogo, e começar a refletir formas específicas de prevenir mais este tipo de violência”, explica a socióloga.

De acordo com ela, a exposição de imagens íntimas afeta mais as mulheres, porque envolve uma cultura de privacidade, pudor e do uso da pessoa como um objeto do prazer. Para os homens, em contraposição, predomina a valorização de sua potência sexual, vista como um troféu a ser exibido.

“O telefone celular e a internet são tecnologias que estão mudando a nossa sociabilidade, nossos comportamentos e pensamentos. Há uma noção de que você só existe se, de alguma forma, for visível. No entanto, há risco de que essa visibilidade seja mais um elemento de violência”, acrescenta Bárbara, reforçando que as campanhas de prevenção precisam ter um olhar mais amplo, menos maniqueísta e menos esquemático e que considerem a violência e suas múltiplas causas e linguagens.

Fuente: Clam.org
Categoría: Masculinidades
Publicado por: a20034394
Visto: 244 veces


Las hermanas Olivares Bendezú demuestran en el siguiente reportaje que la lucha libre ya dejó de ser hace bastante tiempo un deporte solo para hombres y que, por supuesto y donde les toque, ellas dejarán bien parado al Perú.




Jessica: ¿Quién dijo que la lucha solamente era para hombres?
Vanessa: Hoy en NAPA te demostraremos que acá todos somos iguales…

V: A mí me gusta la lucha, me gusta entrenar, me gusta la emoción, la adrenalina cuando luchas ahí en la colchoneta, es algo emocionante. Acá la lucha es pensar y mucha técnica.

J: Me ha ayudado bastante en los estudios como en el deporte, antes me escapaba de clases, ahora soy la segunda y paso a cuarto de secundaria, estoy entre los de mi clase en 2do lugar.

Las hermanas Olivares Bendezú llevan unos 7 años entrenando la lucha libre. Mientras que Jessica es la campeona nacional en la categoría de 52 kilos, su hermana menor, Vanessa, es la mejor en los 46.

J: “La mayoría de mis compañeros me comenzaban a molestar, me quemaban mi cabello, se perdían mis cosas, mi papá se enteró y me dijo ¿quieres hacer un deporte de defensa personal? Y ya cuando mis amigos me querían molestar, les hacía una pequeña técnica tampoco para exagerar.”

V: “Yo venía imitando a mi hermana, y me gustaba lo que hacían los demás, los grandes, y la selección, los aeróbicos, hasta que me gustó. Al luchar con ella, pierdo, siempre pierdo. Y además me enseña. Pero algún día le voy a ganar.”

J: “Sigue soñando.”

Vanessa quiere seguir los pasos de la hermana mayor que el año pasado tuvo su primera pelea internacional. Jessica fue parte de la delegación que viajó al Campeonato Panamericano que se realizó en Managua, Nicaragua.
Peleó en la categoría de 49 kilos, por lo que tuvo que hacer un esfuerzo extra para bajar de peso, y ganó. Su esfuerzo y dedicación habían rendido frutos.

Jessica, “Fue muy difícil, especialmente con una rival norteamericana, que se llamaba Natalie, cuando gané me sentí aliviada, relajada así, mente así, ya ya lo hiciste.

Vanessa: “Si se lo merece, yo estoy orgullosa de ella, yo quiero imitar a mi hermana, ganar medallas para traer al Perú.”

Y es que Jessica no sólo fue considerada una de las mejores atletas del 2009, también, está becada por el programa solidaridad olímpica, que la apoya para que cumpla su objetivo de clasificar a los primeros juegos olímpicos de la juventud en Singapur que será este año.

Jessica: “La lucha es un deporte complicado y muy bonito, se pone sacrificios y dedicación pero no debe ponernos que a mi o mi hermana deba ser machonas por hacer ese deporte, por ejemplo, en gimnasia hay hombres y no son maricones.”

“cualquier mujer puede hacer esto, es un deporte, a mis amigas les gusta, ella nos va a defender, me abraza, y nos dice ella nos va a defender, ella es luchadora.”

Es que la idea de que algunos deportes sólo pueden ser practicados por hombres ya quedó en el pasado. Gracias a las iniciativas que se manejan las mujeres en los diferentes ámbitos de la sociedad, queda demostrado que género no significa desigualdad. Que tanto hombres como mujeres tienen la misma capacidad de superación.

Vanessa: “Yo me llevo bien con mi hermana ero yo soy muy cariñosa y ella me chotea.”
Jessica: “La mayoría de personas no se da cuenta de sus errores, no los acepta, no los ve, no sea de ese grupo de personas.”

“Ese día yo te estaba besando y tu me dijiste déjame.”
“Estaba renegando ese día”

“Esta es una dieta deportiva, ensalada para que te llene, carne no mas para mantener los músculos.”

Decir que estas hermanas, que claro, tienen genios y personalidades diferentes, son bien chéveres, no es exagerar. Además, tienen el perfil que un deportista de élite necesita, así que ojo, no se asombren si en poco tiempo aumentan las de oro.

J: “Ahora vamos a mostrarles una clase rápida de lucha. Los principales lanzamientos son: el lance de cabeza, el bombero, el martillo, el paquete, y el lance de cadera.”

Abel Herrera (Campeón Bolivariano): Ella en algún momento estarán representando al Perú, tanto en los campeonatos, en los juegos olímpicos de la juventud, en los juegos panamericanos, en los juegos olímpicos o bolivarianos.”

Y es que, como repiten ellas, el entrenamiento no es castigo, sino la creación de un atleta superior. Por eso es que para Jessica y Vanessa practicar la lucha, uno de los deportes más antiguos de la humanidad, resulta una verdadera pasión difícil de explicar.

J: Lo que va a haber hoy es un torneo, lo que ganan clasifican para irse al clasificatorio en Panamá.

En sólo dos meses cientos de jóvenes se reunirán en Panamá buscando, previa clasificación en su país, un cupo para participar en las Olimpiadas de la categoría. Mientras Jessica aún espera que su pase sea evaluado por su federación, Vanessa dio este último fin de semana el primer paso para llegar a Singapur.

Vanessa: “Estoy calentando porque voy a competir en un ratito y van a ver que voy a ganar. Yo siento que es el resultado del sacrificio que hacemos para entrenar así, venimos diarios, sacrificamos tiempo, si vale la pena porque quiero representar al Perú, quiero traer medallas al Perú. Quiero ser alguien que salga al frente del Perú, que salga adelante. Yo tengo un montón de amigos que son pandillero s así, a mi me gustaría que ellos vieran este deporte, si no les gusta, hay muchos mas deportes, yo trato de incentivarlos a que cambien pero el cambio lo tiene que hacer uno mismo.”

J: “quisiera invitarlos a que experimenten cosas, cosas que les guste hacer, a algunos no les gusta el deporte, pero hay pintura canto. “

Resulta que muchas veces un joven, igual de adolecente que tú, puede ser un verdadero ejemplo, de superación, coraje, humildad… Y ellas, en serio, sí que lo son.

Y Ahora, ¿qué piensas de nosotras?
Y de la lucha
No, más emotivo, como si te estuvieras metiendo en mi conversación.

Fuente: http://napa.com.pe
Categoría: Género
Publicado por: a20034394
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02.03.10 - CUBA



Salim Lamrani *

Adital -

El 23 de febrero de 2010 Orlando Zapata Tamayo, recluso cubano, falleció tras una huelga de hambre de 83 días. Tenía 42 años. Era la primera vez desde 1972, cuando murió Pedro Luis Boitel, que un recluso fallecía en semejantes condiciones. Los medios occidentales pusieron en primera plana este trágico suceso y subrayaron la triste suerte de las personas encarceladas en Cuba.1

La desaparición dramática de Zapata desató una conmoción justificada por todo el mundo. El caso del recluso cubano suscita innegablemente cierta simpatía y un sentimiento de solidaridad hacia una persona que expresó su desesperación y su malestar en prisión llevando su huelga de hambre hasta el final. La emoción sincera que suscitó este caso es del todo respetable. En cambio, la instrumentalización con fines políticos del fallecimiento de Tamayo y del dolor de su familia y sus amigos, hecha por los medios occidentales, viola los principios básicos de la deontología periodística.


Zapata, ¿preso político o recluso de derecho común?
Desde 2004 Amnistía Internacional (AI) lo considera como un "prisionero de conciencia", entre los 55 que hay en Cuba, y señala que Zapata emprendió una huelga de hambre para denunciar sus condiciones de detención, pero también para exigir cosas imposibles de conseguir para un recluso, a saber, un televisor, una cocina personal y un teléfono celular para llamar a su familia.2 Aunque no era Lucifer en persona, Zapata no era un recluso modelo. En efecto, según las autoridades cubanas, fue culpable de varios actos de violencia en prisión, particularmente contra los guardias, hasta el punto de que su condena fue agravada hasta 25 años de prisión.3


Curiosamente AI no menciona en ningún momento las supuestas actividades políticas que llevaron a Zapata a prisión. La razón es relativamente sencilla: Zapata nunca realizó actividades antigubernamentales antes de su encarcelamiento. Al contrario, la organización reconoce que fue condenado en mayo de 2004 a tres años de prisión por "desacato, alteración del orden público y resistencia".4


Esta sanción es relativamente leve comparada con la de los 75 opositores condenados en marzo de 2003 a penas que van hasta 28 años de prisión "por haber recibido fondos o materiales del gobierno estadounidense para realizar actividades que las autoridades consideran subversivas y perjudiciales para Cuba", como reconoce AI, lo que constituye un grave delito en Cuba pero también en cualquier país del mundo. Aquí AI no puede escapar a una evidente contradicción: por un lado califica a estas personas de "prisioneros de conciencia", y por el otro admite que cometieron un grave delito al aceptar "fondos o materiales del gobierno estadounidense".


Al contrario que a éstos, el gobierno de La Habana jamás ha acusado a Zapata de ser estipendiado por une potencia extranjera y siempre lo ha considerado como un recluso de derecho común. Zapata disponía de graves antecedentes penales. En efecto, desde junio de 1990, fue arrestado y condenado varias veces por "alteración del Orden, Daños, Resistencia, dos cargos de Estafa, Exhibicionismo Público, Lesiones y Tenencia de Armas Blancas". En el año 2000 fracturó el cráneo del ciudadano Leonardo Simón de un machetazo. Sus antecedentes penales no conllevan ningún delito de orden político. Fue sólo después de su encarcelamiento cuando su madre, Reyna Luisa Tamayo, se acercó a los grupos opositores al gobierno, pero jamás ha sido molestada por la justicia.6


¿Conmoción de doble rasero?
Estados Unidos y la Unión Europea declararon su consternación y exigieron la "liberación de los presos políticos". "Estamos profundamente consternados por su muerte", declaró la secretaria de Estado Hillary Clinton, quien denunció "la opresión de los presos políticos en Cuba". Bruselas también se expresó en este sentido y exigió la "liberación incondicional de todos los prisioneros políticos". Francia anunció que "seguía su situación de cerca, había pedido su liberación, así como la de otros detenidos cuyo estado de salud le parecía especialmente preocupante", mediante el portavoz de la Cancillería, Bernard Valero.7


El presidente cubano Raúl Castro "lamentó" el fallecimiento y recordó, a guisa de respuesta a la conmoción interesada de Washington y de Bruselas, que "en medio siglo, aquí no hemos asesinado a nadie, aquí no se ha torturado a nadie, aquí no se ha producido ninguna ejecución extrajudicial. Bueno, aquí en Cuba si se ha torturado, pero en la Base Naval de Guantánamo" en referencia al centro de tortura bajo administración estadounidense. "Ellos dicen que quieren discutir con nosotros y estamos dispuestos a discutir con el gobierno norteamericano todos los problemas que quieran; repetí tres veces, en el Parlamento, todos, todos, todos. Las discusiones no las aceptamos si no son en absoluta igualdad de ambas partes. Ellos pueden indagar o preguntar de todas las cuestiones de Cuba, pero nosotros tenemos derecho de preguntar de todos los problemas de los Estados Unidos".8


El presidente brasileño Lula da Silva, en visita a Cuba, también declaró su condolencia, pero quiso subrayar la doble moral de los medios occidentales, de Washington y de Bruselas recordando una triste realidad. "Conozco prácticamente todas las huelgas de hambre que tuvieron lugar a lo largo de los últimos 25 años en el mundo y no fueron pocas en las que murieron personas que hicieron huelgas de hambre en varios países del mundo".9 Los medios ignoraron la inmensa mayoría de esos casos trágicos y absolutamente ninguno tuvo un cobertura mediática tan importante como la reservada al recluso cubano.


A guisa de comparación, en Francia, entre el 1 de enero de 2010 y el 24 de febrero de 2010, hubo 22 suicidios en prisión, entre ellos el de un adolescente de 16 años. En 2009 hubo 122 suicidios en las cárceles francesas y 115 en 2008. El secretario de Estado de Justicia, Jean-Marie Bickel, declaró su impotencia al respecto: "Cuando alguien decide suicidarse y está determinado a hacerlo, que esté en libertad o en prisión, […] ninguna medida es posible". A su pesar, las familias de las víctimas no tuvieron derecho al mismo tratamiento mediático que Zapata, ni a una declaración oficial pública del gobierno francés.10

Hay que poner en perspectiva el caso de Zapata con otros dos hechos mucho más graves pero que los medios occidentales ignoraron deliberadamente y que ilustran claramente cómo un se instrumentaliza y se politiza un hecho común, que pasaría desapercibido en la mayoría de los países del mundo, cuando se trata de Cuba.

Desde el golpe de Estado en Honduras y la instauración de la dictadura militar el 27 de junio de 2009, liderada primero por Roberto Micheletti y luego por Porfirio Lobo desde el 28 de enero de 2010, han ocurrido más de un centenar de asesinatos, otros tantos casos de desapariciones e innumerables casos de tortura y de violencia. Los abusos son cotidianos pero los medios occidentales los censuran cuidadosamente. Así, Claudia Larissa Brizuela, miembro del Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP), opuesto al golpe de Estado, fue asesinada el 24 de febrero de 2010, un día después del fallecimiento de Zapata. No hubo ni un palabra al respecto en la prensa occidental.11


Otro caso similar ilustra también la duplicidad de los medios occidentales. En diciembre de 2009 en La Macarena, Colombia, se descubrió la mayor fosa común de la historia de América Latina, con no menos de 2.000 cadáveres. Según los testimonios recogidos por eurodiputados británicos presentes allí, se trataría de sindicalistas y líderes campesinos asesinados por los paramilitares y las fuerzas especiales del ejército colombiano. El jurista Jairo Ramírez, secretario del Comité Permanente para la Defensa de los Derechos Humanos en Colombia, describió la espantosa escena: "Lo que vimos fue escalofriante. Infinidad de cadáveres y en la superficie cientos de placas de madera de color blanco con la inscripción NN y con fechas desde 2005 hasta hoy. El comandante del Ejército nos dijo que eran guerrilleros caídos en combate, pero la gente de la región nos habla de multitud de líderes sociales, campesinos y defensores comunitarios que desaparecieron sin dejar rastro". A pesar de los múltiples testimonios y la presencia de parlamentarios europeos, a pesar de la visita de una delegación parlamentaria española allí para investigar el caso, ningún medio occidental ha concedido el menor espacio a esta noticia.12


El suicidio de Orlando Zapata Tamayo es una tragedia y el dolor de su madre debe respetarse. Pero hay gente que no tiene escrúpulos. A los medios occidentales, Washington y la Unión Europea les importa poco la muerte de éste, como poco les importan los muertos hondureños y colombianos cotidianos. Zapata sólo les es útil en la guerra mediática que llevan contra el Gobierno de La Habana. Cuando la ideología pasa por encima de la objetividad informativa, la verdad y la ética son las primeras víctimas.


Revisado por Caty R.

Notas
1 Juan O. Tamayo, «Muere el preso político cubano Orlando Zapata», El Nuevo Herald, 24 de febrero de 2010.
2 Amnesty International, «Death of Cuban Prisonner of Conscience on Hunger Strike Must Herald Change», 24 de febrero de 2010.
Pulse aquí para leer (sitio consultado el 28 de febrero de 2010).

3 Enrique Ubieta, «Orlando Zapata, ¿un muerto útil?», Cubadebate, 24 de febrero de 2010.
4 Amnesty International, «Death of Cuban Prisonner of Conscience on Hunger Strike Must Herald Change», op. cit.
5 Amnesty International, «Cuba. Cinq années de trop, le nouveau gouvernement doit libérer les dissidents emprisonnés», 18 de marzo de 2008.
Pulse aquí para leer (sitio consultado el 23 de abril de 2008).

6 Andrea Rodriguez, «Prensa oficial reacciona a muerte de opositor», The Associated Press, 27 de febrero de 2010.
7 El Nuevo Herald, «Rechazo mundial al régimen castrista», 25 de febrero de 2010.
8 Raúl Castro Ruz, «Declaraciones del Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros Raúl Castro Ruz sobre el fallecimiento del recluso Orlando Zapata Tamayo», 24 de febrero de 2010.
9 The Associated Press, «Washington Post cuestiona política de concesiones a Cuba», 26 de febrero de 2010.
10 Charlotte Menegaux, «Les limites du ‘kit anti-suicide’ en prison», Le Figaro, 25 de febrero de 2010.
11 Maurice Lemoine, «Selon que vous serez Cubain ou Colombien…», Le Monde Diplomatique, 26 de febrero de 2010.
12 Antonio Albiñana, «Aparece en Colombia una fosa común con 2.000 cadáveres», Público.es, 26 de enero de 2010.
[Salim acaba de publicar Cuba: Ce que les médias ne vous diront jamais (Paris: Editions Estrella, 2009). Disponible en librerías y en Amazon:
Pulse aquí para leer
Para cualquier petición dedicada, contactar directamente:] Pulse aquí contactarse


* Profesor encargado de cursos en la Universidad Paris Descartes y la Universidad Paris-Est Marne-la-Vallée; periodista francés, especialista de las relaciones entre Cuba y EE.UU

Categoría: Política
Publicado por: a20034394
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2.03.10 - COSTA RICA


Yerina Rock *

Adital -
"Palabra de Mujer" es un programa de televisión que se emite semanalmente desde 1998 en el Canal 15 de Costa Rica, con una cobertura del 95% de los hogares del país. Es un espacio de debate y discusión, encaminado a visibilizar y analizar en la pantalla la situación y vivencias de las mujeres desde una perspectiva feminista. Además del programa televisivo, se han producido y distribuido una serie de documentales elaborados desde el punto de vista de las mujeres, ya fueran zapatistas, integrantes de bandas musicales o campesinas innovadoras, entre otras.

El programa fue pensado y creado cuando el movimiento de mujeres de Costa Rica estaba alcanzando importantes avances, en un momento en que se encontraba particularmente unido y había logrado generar muchas propuestas. En esa época se habían consolidado algunos programas con enfoques feministas en una serie de instituciones, incluyendo al Estado y la Universidad de Costa Rica (UCR); aunque seguía siendo un desafío enfrentar un paisaje mediático adverso a estas iniciativas, y que daba poco espacio a las voces alternativas. El movimiento de mujeres no contaba con un espacio aliado en los medios televisivos. Ana Lucía Faerron y Ligia Córdoba, feministas organizadas y estudiantes en la Universidad de Costa Rica implicadas en la producción de un audiovisual con enfoque de género, se dieron cuenta de este vacío. De ellas surgió la iniciativa de un programa de televisión, que se concretó con el apoyo de la Escuela de Antropología y Sociología y del Canal 15 de la misma Universidad.

Aunque en Costa Rica se han producido reportajes, documentales y películas que cuestionan la desigualdad vivida por las mujeres, "Palabra de Mujer" sigue siendo un espacio único en el panorama mediático. El programa ha significado un espacio regular, de alta calidad técnica y que cuenta con la participación de una amplia gama de actores del movimiento de mujeres en su proceso de producción. A pesar de que se han tenido que negociar sus recursos dentro de un marco institucional universitario, en el que estaban implicados actores e intereses diversos, se ha logrado mantener una completa libertad para plantear su propia agenda. Los documentales de "Palabra de Mujer" han participado hasta el momento en dieciocho festivales en distintas partes del mundo y han ganado doce reconocimientos, tanto por sus contenidos, como por su calidad técnica. Algunos han sido traducidos al francés y al inglés, logrando una amplia difusión internacional. Estos materiales también han servido como herramientas en talleres brindados por organizaciones de mujeres y en clases universitarias, como punto de partida para crear discusión y debate.

"Palabra de Mujer" es un excelente ejemplo de cómo sectores de un determinado movimiento social logran apropiarse de un espacio mediático, y con ello jugar un rol clave para su fortalecimiento. El programa ha creado su audiencia principal entre mujeres y hombres sensibles hacia la equidad de género, y especialmente entre mujeres organizadas. Se ha convertido en un espacio muy efectivo para afinar y desarrollar la reflexión y el análisis entre estos sectores en relación a los temas que trata, paso central en cualquier proceso de cambio social. A través de sus procesos de producción se ha contribuido al fortalecimiento de redes, coordinaciones e intercambios entre varias organizaciones de mujeres, especialmente las feministas. También ha sido una forma privilegiada para divulgar entre sí mismas sus quehaceres y agendas, pero también hacia fuera, hacia personas no vinculadas al movimiento. Finalmente, "Palabra de Mujer" ha jugado un papel muy importante para la promoción del debate y el impulso de un movimiento nacional a favor de un Estado laico.

El camino recorrido

"Palabra de Mujer" nació en 1998, fruto de la tesis de Ana Lucía Faerron y Ligia Córdoba en la UCR. Su trabajo final fue un documental sobre los cultivos de un grupo de mujeres rurales, "Las mujeres de las Delicias". Esta experiencia les hizo ver la dificultad que tenían los productos audiovisuales con un enfoque de género para hacerse un lugar en el mundo mediático nacional. Su respuesta fue desarrollar una propuesta para crear un espacio televisivo con periodicidad regular para transmitir y discutir reportajes y entrevistas; un espacio para las mujeres, desde las mujeres y con una visión feminista. Ana Lucía explica que el programa partía "del supuesto que una comunicación con perspectiva de género contribuye a desmitificar el modelo patriarcal, además de visibilizar el quehacer de las mujeres dentro de una sociedad que las subordina y subestima, plantea los derechos de las mujeres y pone al descubierto el entramado que existe entre las relaciones de género. Implica todo un esfuerzo por promover y buscar soluciones que contribuyan a superar el androcentrismo, el sexismo y la desigualdad entre los géneros."

Ana Lucía y Ligia no encontraron mucho apoyo en la Escuela de Comunicación, pero hallaron una aliada clave en la Escuela de Antropología y Sociología: Ana Cecilia Escalante. Ella había sido la tutora de su tesis y era también la directora de esa Escuela, además de ser una mujer con una larga trayectoria académica y en el movimiento feminista. Lo que hizo fue inscribirlas en un programa de la Escuela, "Mujeres y Poder", de tal modo que obtuvieron así un vínculo académico formal que les era imprescindible para poder presentar su propuesta, "Palabra de Mujer", en el Canal 15, parte de la misma Universidad. La década de los años noventa fue un período de muchos avances y de consolidación del movimiento de mujeres costarricenses. La Conferencia Mundial de Mujeres en Beijing dio un importante impulso que permitió unificar esfuerzos regionales. De la misma forma, en el país se lograron establecer puentes que ayudaron a reducir la brecha que históricamente había separado a las mujeres organizadas: los grupos de mujeres de base y los grupos de mujeres mayormente urbanas y académicas, que se autonombraban feministas. En 1998 se creó un espacio y una serie de demandas, la Agenda Política de Mujeres, que contó con una representación amplia del movimiento. Esta agenda fue retomada por distintos grupos de mujeres: rurales, lesbianas, afrocaribeñas, indígenas, etc. En esta misma época se obtuvieron destacados logros legales, especialmente en relación a la violencia de género y al afianzamiento de programas con enfoques feministas en instituciones importantes: el Centro Universitario de Mujeres de la UCR se expandió y se convirtió en un nuevo programa, el Centro de Investigación en Estudios de la Mujer (CIEM), y paralelamente con el Estado se creó el Instituto Nacional de Mujeres (INAMU).

A pesar de todos estos avances el movimiento de mujeres no contaba con espacios en los medios masivos de comunicación para respaldar esta serie de iniciativas. Si bien es cierto que se disponía de un programa radial, "Radio Internacional Feminista" (FIRE), y que muchas organizaciones feministas tenían sus propias revistas y boletines, en televisión no había ningún programa que específicamente respondiera a una visión feminista.

Los inicios de "Palabra de Mujer"

El Canal 15 empezó como un simple vehículo de comunicación interna de la UCR, pero progresivamente se fue transformado y en 1984 comenzó a emitir de forma abierta, y pasó a ser un canal con una programación reconocida por su rigor y visión crítica.

Aunque Ana Lucía y Ligia tenían experiencia en producir documentales, poner en marcha este programa fue un proceso de "aprender haciendo", y como recuerda Ana Lucía, "con las uñas". Comenzaron produciendo una serie de reportajes y entrevistas que se presentaban en el programa, seguidos de una discusión entre distintas invitadas en el estudio. Inicialmente ni ellas ni el Canal tenían muchos recursos. La mayoría de su financiamiento procedía del Gobierno, a través de la Universidad, pero lograron mantener su autonomía para plantear sus propias visiones y agenda. Al año siguiente de empezar a emitir, comenzaron a buscar financiamiento extra. Encontraron apoyo económico del Fondo de Igualdad de Género de Canadá por un año. Y después de la agencia Fundecooperación (Convenio Costa Rica-Holanda) por dos años más. Con este financiamiento lograron sufragar los costos de producción del programa y compraron sus propios equipos de filmación y edición. Para todo lo demás (espacio en el estudio, personal técnico en las emisiones en vivo, etc.) tuvieron que negociar con otros programas producidos por el Canal. Al terminar estos proyectos, el Canal asumió principalmente los gastos de producción, y aunque la distribución del presupuesto sigue las prioridades establecidas por la dirección, también responde a una negociación entre las visiones e intereses de los diferentes programas.

En ese contexto, en el año 2001, cerró el programa académico "Mujeres y Poder" de la Escuela de Antropología y Sociología. De este modo "Palabra de Mujer" fue trasladado al CIEM y éste asumía la responsabilidad del programa en la estructura administrativa de la Universidad. Este cambio implicó también que su plan y la agenda de trabajo fueran alimentados y aprobados por el CIEM, además de canalizar a través de él algunos fondos económicos, que no dejaron de ser limitados. En el año 2002, una de las responsables del programa, Ligia Córdoba, empezó a preparar su salida, que hizo efectiva en el 2004, quedando únicamente Ana Lucía Faerrón al frente y como única persona asalariada.

Lea más sobre esa experiencia. Aquí

* Antropóloga social. Cooperante de Progressio en Fundación Puntos de Encuentro (Nicaragua) y colaboradora de Alba Sud en el marco del Programa Comunicación para el Desarrollo

Fuente: Adital
Publicado por: a20034394
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3.03.10 - BRASIL


Karol Assunção *

Adital -
Llamar la atención de la sociedad en relación a la violencia contra la mujer. Fue con ese objetivo que cerca de 400 mujeres de la Vía Campesina y del Movimiento de los Trabajadores Desempleados (MTD) bloquearon, la mañana de hoy (3), la Carretera RS 569, entre Palmeira das Missões y Novo Barreiro, en Rio Grande do Sul.

De acuerdo con informaciones de Elisiane Jahn, del Movimiento de Mujeres Campesinas (MMC), el tranque de la carretera duró 1hy 30 minutos. Después de la acción, las manifestantes siguieron en caminada hasta la Plaza de la Matriz de Palmeira das Missões. "En el camino, ya en la ciudad, otras mujeres se juntaron", afirma.

Para ella, la acción consiguió alcanzar el objetivo esperado, ya que muchas personas se enteraron de la movilización "La sociedad se involucró" comenta, destacando que la idea era llamar la atención de la sociedad para las violencias que las mujeres enfrentan, tanto las físicas como las provocadas por el sistema, como el hambre y el desempleo.

No es por casualidad que las mujeres luchan contra la violencia en Palmeira das Missões. Según la integrante del MMC, solamente el año pasado, fueron 234 investigaciones judiciales abiertas en la ciudad en relación a la violencia sexista, la mayoría referidas a amenazas contra las mujeres.

La movilización continúa en el municipio durante toda la tarde de hoy, cuando las mujeres participarán de un estudio sobre la ley María da Penha. Durante la clausura se hará entrega de un documento en el foro de la ciudad pidiendo el compromiso del Poder Judicial en el combate a la violencia contra la mujer.

Esta actividad marca el inicio de la Jornada de Luchas del 8 de marzo, fecha en que este año, se celebra el centenario de la declaración del Día Internacional de la Mujer. Además de Palmeiras das Missiões, otras ciudades gauchas también realizaran acciones en este día.

En Porto Alegre, por ejemplo, las mujeres ocuparan la delegación del Ministerio de la Agricultura, Pecuaria y Abastecimiento (Mapa) en protesta contra la política gubernamental que privilegia el agro negocio. Este también fue el foco de las acciones en Esteio, región metropolitana de Porto Alegre, donde las manifestaciones denunciaron, frente a la empresa Solae, al agro-negocio y los transgénicos. Durante el acto, las mujeres amamantaron esqueletos para simbolizar los daños causados por los productos transgénicos.

La Jornada de Luchas del 8 de marzo, sigue con actividades en varias regiones del país. Ampliación de derechos conquistados, construcción de políticas de financiamiento para el campo y para la ciudad, programas de trabajo y renta con capacitación de las personas urbana desempleadas, revitalización de la agricultura campesina y fiscalización del cumplimiento de la Ley de Rotulación de productos transgénicos, son entre otras, las cuestiones reivindicadas por las mujeres en este año.

Traducción: Ricardo Zúniga

* Periodista de Adital

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miércoles 3 de marzo de 2010

Néstor Ríos (COLATINO)

Eran las 3 de la tarde, del 28 de febrero de 1977, y el sol iluminaba fulgurante sobre la Plaza Libertad. Una multitud de miles de seguidores cubría calles y aceras del Gran Salvador.

Adultos, jóvenes, ancianos y niños integraban aquel contingente que vitoreaba al Coronel Ernesto Claramount, candidato a la presidencia por la Unión Nacional Opositora (UNO).

Estaban seguros de que la victoria electoral, de ese año, fijaba a la UNO como la virtual ocupante de la presidencia.

El día se tornaba intenso y todo parecía que las cosas continuarían con normalidad hasta la celebración nocturna.

Habían pocas nubes, pero el clima era propicio para una convocatoria tan masiva, que no cabría ni un alma más en la Plaza Libertad.

Buena parte de los asistentes venían del interior del país: Usulután, Cabañas, Chalatenango, La Paz y otros departamentos.

La forma de vestir reflejaba su procedencia campesina, proletaria y la vulnerabilidad social a la que habían sido sometidos durante años. “Cantábamos y celebrábamos con canciones de protesta y cada vez se llenaba este lugar”, relata Santiago Portillo, uno de los sobrevivientes de aquel aciago 28 de febrero.

La mirada de muchos reflejaba el temor y la incertidumbre de lo que fuera a pasar con el transcurrir de las horas.

La razón más precisa era que, durante semanas, el gobierno militar en turno dio señales de no ceder el puesto a la oposición.

“Vivíamos en un régimen de dictadura, lo sabíamos, pero el pueblo deseaba usar su derecho al sufragio para cambiarla y tomar un camino democrático”, señala Norma Guevara de Ramirios, diputada del FMLN, también testiga ocular de los acontecimientos.

A las cinco de la tarde, estaba programada otra concentración en la Iglesia de la Colonia Miramonte, dirigida por el Padre Alfonso Navarro.

El propósito redundaría en la celebración de la victoria de Claramount y su partido, del cual, De Ramirios también formaba parte. El sol empezó a caer y sus últimos rayos reflejaron el triste fenecimiento de un día agitado y caluroso.

Los contornos de los edificios eran invadidos por una espesa oscuridad que proyectaba la mutación de una ciudad en conflicto.

Los centros comerciales permanecieron cerrados todo el día. La venta informal aprovechó las ventajas que le dio la ocasión, incluso al caer la noche.

Ante ese escenario, algunos manifestantes decantaban por retirarse del lugar. Aún así, un número indeterminado continuaba con voz en cuello, pidiendo transparencia en el proceso electoral.

Eran las siete de la noche y todo seguía con aparente tranquilidad.

Gritos y disparos

No fue hasta que, transcurridas cinco horas, exactamente a las 11:50 p.m., se oyeron gritos provenientes de tres lados del parque.

El primero fue desde el ex Cine Libertad. El segundo, desde el Banco Hipotecario (hoy Biblioteca Nacional) y el tercero , desde la zona Nor-oriental de la Plaza.

“Empezaron a gritar que teníamos que desalojar (el parque). No dieron tanta explicación cuando empezó la balacera”, recuerda Portillo, de 74 años de edad.

Uno de los activistas y dirigentes de la UNO pidió que el Himno Nacional se escuchara por los altos parlantes.

La intensión era que los cuerpos de seguridad del Estado dimitieran de su acción genocida.

“Las fuerzas represivas no se detuvieron. A medio Himno Nacional, oí las campanas de la Iglesia El Rosario. De repente, ya no se escucharon. Un muchacho de 14 años había caído muerto desde donde se encontraban las campanas”, cuenta, sin perder detalle de lo ocurrido, el septuagenario, que en esa epoca contaba con 42 años de edad.

En medio de la confusión, el abatimiento y desesperación, las personas comenzaron a correr.

Los que tuvieron mejor suerte ingresaron a la Iglesia El Rosario. Portillo no logra precisar cuántos se escabulleron al interior del templo, pero entre ellos, estaba la diputada De Ramirios, el actual Alcalde de Santa Tecla, Oscar Ortiz, y él. Desde allí, se escuchó la interminable secuencia de disparos y los gritos aterrorizantes de la gente.

“Los que no cupieron en la iglesia, algunos se escaparon por las calles y otros fueron asesinados”, agrega.

Fueron momentos que se transformaron en eternidad. La dictadura militar había disparado contra un grupo de la población inerme.

“Allí fueron asesinados niños de uno, dos o tres años”, recuerda José Eugenio Berríos, también sobreviviente y miembro de las Comunidades Ecleciásticas de Base de la Red de San Salvador.

Mentira poco conocida


Antes de que el reloj marcara las 5 a.m., del siguiente día, las fuerzas represoras comenzaron a reunir cinco camiones cisternas.

Berríos comenta que él mismo vio las pretensiones de la dictadura: Borrar las evidencias del magnicidio. Los hombres que comandaban el convoy de pipas comenzaron a lavar la sangre derramada en la Plaza y las calles.

“Ese mismo día, los periódicos informaron que las fuerzas represoras habían desalojado a la gente con agua. ¡Que mentira más grande!”, exclama con indignación Berríos.

Después de 32 años, Portillo, Berríos y la diputada del FMLN, De Ramirios, llegaron a la Plaza Libertad para rememorar a las víctimas de la masacre.

“Hoy queremos que las nuevas generaciones recuerden que la lucha de estas personas fue por una causa noble: fue porque se respetara la democracia y al pueblo salvadoreño”, reflexiona De Ramirios, quien también es parte de la Comisión de Hacienda de La Asamblea Legislativa.


Fuente: Argenpress
Categoría: Derechos Humanos
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miércoles 3 de marzo de 2010

RIA NOVOSTI

La mejor edad para tener el primer hijo es la comprendida entre los 25 y 34 años, consideran la mayoría de las mujeres trabajadoras encuestadas por la prestigiosa revista estadounidense Forbes.

El 76% de las mujeres con empleo y un nivel de estudios medio participantes en el sondeo, consideraron que entre los 25 y los 34 es la edad ideal para que una mujer con ambiciones profesionales se estrene como madre.

Más del 40% de las encuestadas rebajaron el límite máximo hasta los 29 años, al considerar que para esa edad es posible ganarse una reputación laboral, lograr estabilidad económica y alcanzar el grado de madurez social necesario para ser madre.

Sólo el 11% de las damas prefirieron posponer la maternidad más allá de los 35 años por motivos profesionales y económicos.

Además, la encuesta de Forbes reveló que más de la mitad de las mujeres trabajadoras (56%) desean tener al menos dos hijos, mientras el 27% apuestan por tres y el 8%, por cuatro vástagos.

Aunque más del 60% de las participantes del sondeo consideraron la maternidad como un obstáculo para la trayectoria laboral, sólo la mitad de ellas pudieron referir experiencias propias al respecto.

Por el contrario, el 23% de las mujeres afirmaron que la maternidad no afectó su promoción profesional, y el 16% incluso destacaron cambios positivos tras el nacimiento de su primogénito.

Conforme a la estadística oficial, la edad media a la que las estadounidenses tienen su primer hijo ronda los 25 años.

Los médicos advierten que la capacidad reproductiva de la mujer empieza a verse mermada a partir de los 25 años. Después de los 30, el número de óvulos fértiles cae un 90%, y tras cumplir los 40, la posibilidad de quedar embarazada se reduce a un 3%.

Fuente: Argenpress
Categoría: Género
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miércoles 3 de marzo de 2010

Gabriela Barcaglioni (ARTEMISA)

Durante el mes de febrero 6 mujeres fueron asesinadas en el país por razones de género. Los datos surgen de un monitoreo propio elaborado a partir de información de los principales diarios nacionales y de las tres agencias de noticias nacionales (Telam, Dyn y NA).

RAQUEL TERRA, 37 años
Su cuerpo fue encontrado en la habitación de un hotel de la ciudad de Gualeguaychú, provincia de Entre Ríos.
El Juez de Instrucción Nº 1, Eduardo García, ordenó la detención de un joven de 23 años, de apellido Fiorotto quien confesó ser el autor del asesinato.
3 Febrero 2010
ANDREA PAREDES, 35 años
Asesinada por su ex pareja, un hombre de 37 años, en la ciudad cordobesa de Villa Carlos Paz.
El fiscal Ricardo Mazzuchi dispuso la detención de la ex pareja de la mujer, como supuesto autor de 'homicidio simple'.
15 Febrero 2010
NANCY NATEL, 49 años
Apuñalada por su pareja, Alberto Cepeda, de 46 años, en el barrio Las Torcacitas de la ciudad de Maipú en la provincia de Mendoza.
El diario Los Andes al informar del hecho indica que el hombre asesinó a la mujer 'tras una pelea doméstica'.
17 Febrero 2010

WANDA TADEI 29 años

Murió en el Hospital del Quemado, al que ingresó el 10 de febrero tras un hecho de violencia de Género que la Justicia aún investiga.
Su marido, Eduardo Vazquez de 33 años, permaneció detenido bajo la acusación de intento de homicidio, pero fue liberado por falta de pruebas. Vazques declaró –según las crónicas policiales- que su mujer lo roció con alcohol y que al prender un cigarrillo se inició el fuego que quemó el 60 % del cuerpo de la mujer y las manos del Vazquez.
'Ella se me vino encima y no puedo decir cómo fue que los dos nos prendimos fuego', relató.
El hecho ocurrió en el barrio porteño de Mataderos. Luego de la muerte de la mujer su padre denunció que existían hechos de violencia en la pareja, también trascendió que Wanda había denunciado a Vázquez por violencia familiar y su ex esposo con quien tenía dos hijas que vivían con Tadei y Vázquez también .
21 Febrero 2010

MIRTA SCHOSSLER, de 30 años
Daniel Aguirre, de 30 años, la apuñaló y luego se suicidó en el barrio porteño de la Recoleta cuando la mujer llegó al domicilio que compartía con él acompañada por dos efectivos policiales a retirar sus pertenencias.
Uno de los agentes de la Policía Federal resultó herido.
22 Febrero 2010
NN 36 años
Apuñalada por su pareja en el barrio Los Pozos del partido de Cañuelas.
El asesino persiguió a la mujer por el barrio y en su carrera hirió a un vecino que intentó defenderla; fue herido por la Policía y trasladado a un centro asistencial junto a la mujer, que ingresó sin vida al lugar.
En la causa, que está caratulada homicidio calificado y lesiones interviene la UFI descentralizada de Cañuelas, a cargo del Dr. Rodolfo Robatto, del Departamento Judicial La Plata.


Fuente: Argenpress
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3 Marzo 2010

El último día del segundo mes del año, a la una y 35 minutos de la madrugada, dejó de existir en la misma casa que habitaba en el municipio de Cuautla, estado de Morelos, la última de las hijas del legendario revolucionario mexicano, Emiliano Zapata

La descenciente revolucionario visitó Venezuela hace dos años y tuvo la oportunidad de compartir con el presidente Chávez

Paulina Ana Maria Zapata Portillo había nacido en 1915, en la mitad de una década de estremecimientos revolucionarios en México en los cuales su padre, Emiliano Zapata, fue uno de los principales protagonistas y quien fuera asesinado cuatro años más tarde.

Ana María Zapata visitó Venezuela por primera vez, hace dos años, justo para inaugurar una exposición en homenaje a su padre y para entregarle al presidente venezolano, Hugo Chávez, la medalla identificada con el nombre del héroe revolucionario mexicano.

A lo largo de toda su vida, la heredera directa de los sueños revolucionarios de su padre, estuvo comprometida con las causas sociales más dignas y murió con la lucidez y longevidad que siempre le caracterizó. Fresco está el recuerdo cuando visitó Venezuela por primera vez, hace apenas un par de años, y tuvo la oportunidad de compartir con la hija de otro legendario revolucionario de Nuestramérica, Pedro Pérez Delgado “Maisanta”.

En su visita a Venezuela, el año 2008, compartió con el líder de la Revolución Bolivariana, Hugo Chávez Frías, al momento de inaugurar la exposición Emiliano Zapata. Tierra y Libertad 1879-1919 en la antigua sede provisional de la Galería de Arte Nacional (GAN), en Caracas.

La exposición que estuvo integrada por más de 120 obras alusivas a las memorias de la Revolución Mexicana y de la identidad del pueblo azteca, sirvió de espacio para compartir en un ambiente festivo en el que estuvieron presentes los históricos corridos de la mencionada revolución, interpretados en voces e instrumentación por auténticos mariachis mexicanos.

En esa ocasión, Ana María Zapata expresó para algunos medios que “en el presidente Chávez tenemos al continuador de la lucha interrumpida en 1919″, con clara alusión a la abrupta muerte de su padre.

En Cuautla, los sentimientos de consternación por la muerte de la última hija reconocida del Caudillo del Sur fueron manifiestos. Su trabajo y compromiso, encaminado a defender los derechos de los campesinos quedan como huella perenne de su constancia.

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El gran Hella puede facilitar los grandes cálculos / Getty Image

ABC.es | MADRID
Actualizado Miércoles , 03-03-10 a las 21 : 11

Más de 20.000 científicos, estudiantes y ciudadanos anónimos se han unido en una petición online a través de Facebook para que el Sistema Internacional de Medidas (SI, en sus siglas en inglés) reconozca una nueva unidad de medida: el Hella. Este neologismo serviría para designar números como 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000, cifras gigantescas que, bautizadas, podrían simplificarse. Esto sería muy útil, por ejemplo, para las mediciones del Universo.
El impulsor de esta campaña es Austin Sendek, un estudiante de Física de la Universidad de California. El objetivo es ofrecer una gran unidad de medida que responda a las necesidades de la ciencia contemporánea, que obligan al SI a retocar su clasificación para números con muchos ceros.
Hasta ahora, el número más largo designado por el SI es el Yotta, que es 10 elevado a la potencia 24. Sin embargo, «en este mundo donde la consciencia física aumenta y mejora la precisión empírica, este numero no es lo suficientemente satisfactorio», explica Sendek. Para ello, apuesta por el 10 elevado a la 27, que tendrá una «importancia crítica» en todos los campos científicos. El Hella podrá representar magnitudes como las distancias intergalácticas o el número de átomos en diversas superficies.
Los actuales prefijos oficiales del Sistema Interncional de Medidas es el siguiente:
10 = deca
100 = hecto
1.000 = kilo
1.000.000 = mega
1.000.000.000 = giga
1.000000.000.000 = tera
1.000.000.000.000.000 = peta
1.000.000.000.000.000.000 = exa
1.000.000.000.000.000.000.000 = zetta
1.000.000.000.000.000.000.000.000 = yotta
1.000.000.000.000.000.000.000.000.000 = sin nombre

Fuente: ABC
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Queridas/os Amigas/os:

Hoy hemos alcanzado el primer mojón de Di NO: hemos registrado 183,132 acciones, y seguimos contando. Éste es vuestro logro y Di NO se enorgullece de mostrar al mundo el increíble trabajo que ustedes están llevando adelante para eliminar la violencia contra las mujeres y las niñas. Obtén más información aquí.

Gracias a vuestro compromiso y participación, continuamos nuestro recorrido hacia la eliminación de la violencia contra las mujeres con una convicción más firme. No olvides contarnos en Facebook y Twitter porqué Dices NO y de mirar el vídeo de la semana en YouTube. Hay un nuevo Calendario de Escritorio para el mes de marzo esperándote aqui.

Gracias por Decir NO. Vuestras acciones nos sirven de inspiración.

Nanette Braun
Directora de Comunicaciones, UNIFEM

Enviado por UNIFEM
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Ojalá se conmuevan con la misma intensidad que hicieron ante la muerte de Orlando Zapata, ante esta situación por la que atreviesan miles de personas en Myanmar
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Publicado el : 3 de marzo 2010 - 11:53 de la mañana
| Por Redacción InformaRN (Javier D)



La amenaza de la repatriación acosa a los refugiados de Myanmar, la antigua Birmania. No se sabe cuántos son con certeza.

Por Brenda Rodríguez

Muchos de ellos pasan inadvertidos, sin documentos, sin asistencia sanitaria, sin seguridad, sin medios de subsistencia ni ayuda. Unas circunstancias extremas que hacen que el día a día de la mayoría de ellos se convierta en una lucha continua por la supervivencia. Y por si fueran pocos sus problemas, ahora se enfrentan a la perspectiva de la repatriación inminente.

Myanmar es un país olvidado. Su crisis permanece muda a oídos del resto del mundo, mientras la población sufre los continuos abusos de un gobierno represivo y autoritario. Miles de birmanos, especialmente los que forman parte de minorías étnicas, se ven obligados a huir de la fuerza política de la Junta Militar, con Bangladesh y Tailandia como su cercana y única esperanza de refugio. Desafortunadamente, la anhelada “Tierra Prometida” no guarda mucha relación con la realidad.

La antigua Birmania presenta un panorama demográfico heterogéneo. El grupo étnico mayoritario es el bamar (birmano), que representa las tres cuartas partes de la población total. El resto está compuesto por un variopinto repertorio de minorías étnicas, entre las que cabe mencionar a los karen, shan, mon, kachin, rohingya y palaung. La Junta Militar, que considera a estas comunidades como posibles grupos subversivos, ha establecido- bajo el lema de Diversidad igual a desunión- un sistema de control, discriminación y represión hacia ellos. Como consecuencia, este ejercicio desmedido de autoridad ha desembocado en el éxodo de miles de birmanos a países vecinos durante más de veinte años.

Las condiciones de vida de esos refugiados en los países colindantes no son esperanzadoras. Si huían de asesinatos, trabajo forzado, violaciones, reclutamientos forzosos y ataques a poblados, ahora se encuentran con miseria, pobreza, exclusión y rechazo. Y aún así, la mayoría de ellos prefieren esta realidad a la que sufrían en su país de origen.

Por su parte, algunos países como Tailandia muestran claros síntomas de cansancio en su acogida a los birmanos, lo que contribuye a incrementar notablemente la inquietud entre la comunidad de refugiados. Según la Agencia EFE, este país ha anunciado el pasado mes su decisión de expulsar de inmediato a 1.700 refugiados de la etnia karen- una minoría cristiana caracterizada por su fuerte oposición al régimen-, aunque las críticas recibidas han provocado la interrupción momentánea del proceso. No ha sido ésta la primera vez que Tailandia mostraba su disgusto frente a la llegada de birmanos en busca de protección.

De hecho, en diciembre de 2008 la idea de la repatriación de los refugiados birmanos ya salió a la luz con unas imágenes impactantes en las que se veía a miembros de la etnia rohingya llegando a la costa tailandesa en pequeñas embarcaciones. Tras una dura bienvenida, a base de golpes y algo de comida, fueron abandonados por las autoridades tailandesas a su suerte en mitad del mar, con apenas cuatro bidones de agua y comida para un día. Un reportaje especial de la CNN revelaba las fotografías del embarcamiento forzoso y la tragedia de casi seiscientos birmanos, algunos de los cuales lograron llegar a Aceh (Indonesia) y otros al archipiélago indio de Nicobar, mientras que más de doscientos continúan desaparecidos.

La etnia rohingya- musulmana, el contrario de la mayoría de los biemanos, que son budistas- es precisamente una de las más hostigadas por la Junta Militar, en una clara muestra de la xenofobia que caracteriza al actual régimen militar. En 1982, el gobierno les quitó la ciudadanía argumentando que no eran birmanos sino bangladeshíes, lo que los convirtió automáticamente en apátridas. Sin protección ni Estado, esta etnia ha sufrido constantes abusos, que incluyen el hecho de que no pueden casarse sin el permiso de las autoridades birmanas- para lo que tienen que pagar unas sumas que no se ajustan a su capacidad económica- o de que sean encarcelados- tanto hombres como mujeres- si tienen un hijo fuera del matrimonio. Al mismo tiempo, el aborto está prohibido, no tienen derecho a la asistencia sanitaria y ven constantemente limitados sus movimientos y la práctica de su culto religioso.

Debido a la proximidad geográfica, los rohingya han intentado buscar resguardo en Bangladesh. Pero en los campos de refugiados en los que se han ido instalando sus condiciones de vida tampoco son envidiables. Hacinados en poblados, en condiciones de miseria y precariedad, viven sin asistencia médica, provisiones ni ayuda oficial. Según el Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (Brasil), en dos décadas alrededor de 250.000 birmanos han huido a Bangladesh; sin embargo, solo una décima parte ha sido registrada como refugiada. El resto no tiene papeles y, por lo tanto, está desprotegido ante el gobierno y la ley. Médicos Sin Fronteras denuncia que miles de refugiados indocumentados, como los del campo de Kutupalong, sufren intimidaciones y abusos de las autoridades y son obligados a abandonar sus viviendas. La amenaza del desalojo está a la orden del día.

China, por su parte, tampoco se salva de la creciente llegada de refugiados. Según Birmania Libre, en agosto de 2009 cerca de 37.000 birmanos huyeron a China debido a los ataques de la Junta en Kokang. Este hecho provocó un inusual reproche chino al régimen de Than Swe- actual líder de la Junta Militar-, que reaccionó disculpándose ante su principal valedor político y socio comercial.


Debido a la proximidad de las primeras elecciones en 20 años de Myanmar, los países limítrofes ven con temor la perspectiva de una nueva llegada masiva de refugiados, que podría incrementar las tensiones regionales y deteriorar aún más la situación de los actuales refugiados birmanos. Formalmente, sin embargo, la Junta Militar expresa su deseo de que todas las minorías étnicas puedan participar en los comicios, aunque esa aspiración contrasta con la fragilidad de los acuerdos de cese de las hostilidades que el régimen mantiene con más de una decena de grupos étnicos armados y el éxodo permanente de su población.


A pesar del aparente avance político que implica la convocatoria de un sufragio, las críticas apuntan a que, a través de esta iniciativa, la Junta Militar únicamente busca dotar de una cierta legitimidad al régimen. A la espera de lo que ocurra, si algo se sabe con certeza es que los birmanos siguen sufriendo el poder abusivo de una dictadura militar que no parece dispuesta a modificar las bases de su poder totalitario.


Artículo:Institutos de Estudios sobre Conflictos y Acción Humanitaria IECAH


Fuente: radio Nederlan
Categoría: General
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